Ações Hoje: Santander rebaixa recomendação para Embraer

Confira ainda análises para Arezzo, Santos Brasil, Hypermarcas e BM&FBovespa, além de siderúrgicas, empresas de logística e sucroalcooleiras

São Paulo – Aqui está o que se fala no mercado nesta quarta-feira (13):

1 – Embraer tem recomendação para ADRs rebaixada pelo Santander

A Embraer (EMBR3), quarta maior fabricante mundial de aviões, teve sua recomendação rebaixada de compra (Buy) para manter (Hold) pelo Santander, que citou o “forte desempenho acima do mercado” para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia (ERJ).

Por outro lado, a instituição financeira elevou sua projeção para o preço-alvo de cada ADR da Embraer de 34 dólares para 36 dólares, após incorporar melhores resultados que são esperados para a companhia no longo prazo, segundo relatório assinado pelos analistas Alexandre Amson e Caio Dias.

2 – Itaú BBA eleva recomendação da Santos Brasil para compra

O Itaú BBA se mostrou mais otimista com as perspectivas das units da Santos Brasil (STBP11), empresa prestadoras de serviços de infraestrutura portuária e logística da América do Sul.

A recomendação para os ativos da companhia foi elevada de desempenho em linha com a média de mercado (market perform) para acima da média (outperform). O preço-alvo foi fixado em 36 reais para dezembro de 2011, um potencial de valorização de 40%.

“Os volumes operados pela Santos Brasil parecem dar continuidade à melhora no desempenho observado em 2010”, destaca a analista Renata Faber.

3 – 2011 é o ano de apostar na Hypermarcas, avalia corretora Planner

A corretora Planner reiniciou a cobertura das ações ordinárias da Hypermarcas (HYPE3) com recomendação de compra. O preço-alvo foi fixado em 25,15 reais para dezembro de 2011, o que representa um potencial de valorização de 21,5%.

“A empresa está com um posicionamento estratégico interessante, já que tem uma atuação importante em dois mercados com grande potencial de crescimento, como higiene e beleza pessoal e, principalmente, o farmacêutico”, lembra o analista Francisco Ferrazzi Kops.

4 – Seis razões para ficar mais cauteloso com ações de siderúrgicas

Os analistas Leonardo Correa e Renato Antunes do Barclays adotaram uma postura mais cautelosa com o setor siderúrgico no Brasil: não estão a favor das ações de siderúrgicas e da exposição do setor aos altos preços do aço. Em contrapartida, destacam que as mineradoras são a grande coqueluche do momento.

As perspectivas para o setor siderúrgico até são positivas para os próximos trimestres, mas os riscos de desapontamento com os ganhos das companhias, somado ao fluxo negativo de notícias, poderão desagradar no futuro muitos investidores, destaca o banco. Os analistas apontam seis razões para a cautela sobre o setor siderúrgico. 

5 – Medidas para conter alta do etanol podem prejudicar ações do setor, diz Fator

A ausência de medidas do governo diante da forte alta do preço do etanol têm deixado o mercado preocupado e sem referências. O reflexo pode ser percebido, por exemplo, na queda recente das ações de empresas como a Cosan (CSAN3). Apenas nos últimos sete dias, as ações ordinárias de uma das maiores produtoras mundiais de açúcar e etanol caíram 10%.

“Como ainda não há nada de concreto anunciado pelo governo, o efeito sobre a rentabilidade das empresas não pode ser calculado”, lembra o analista da Fator Corretora, Rodrigo Fernandes.

Para a Cosan (CSAN3) e Tereos Internacional (TERI3), a Fator Corretora tem recomendação de manutenção, com preços-alvo (dez/11) em 30 reais e 4,5 reais, respectivamente. A empresa preferida no setor pelo analista é a São Matinho (SMTO3), com recomendação de compra e preço-alvo (dez/11) de 30 reais, um potencial de valorização de 23,4%.

6 – Itaú BBA recomenda “calçar” as ações da Arezzo

“Eu quero estes sapatos”. É com esta frase que a equipe de pesquisa do Itaú BBA recomenda a compra das ações da fabricante de calçados Arezzo, cujos papéis ordinários (ARZZ3) registram valorização de 21,10% desde 2 de fevereiro deste ano, data de estreia da companhia na BM&FBovespa.

Em relatório, as analistas Juliana Rozenbaum e Francine Martins destacam que a companhia é beneficiada pelo crescimento da demanda doméstica no Brasil que, por sua vez, é amparada pelo aumento na criação de empregos, alta confiança dos consumidores e ganhos reais de salário.

O banco tem a recomendação outperform (performance acima da média do mercado) para as ações, com um preço-alvo de 28 reais para o final de 2011. O potencial de valorização, considerando o fechamento de ontem (23,01 reais) é de 21,7%.

7 – Ações de portos quadruplicam com recorde em embarques no Brasil

Investidores estão despejando dinheiro em ações de operadoras de portos brasileiros, mesmo a preços três vezes mais altos que os do mercado em geral. A expectativa é que os atrasos em embarques e os volume recordes de carga impulsionem os lucros dessas companhias.

O preço das ações das três empresas listadas na BM&FBovespa SA que operam portos no País pelo menos quadruplicou nos dois anos até março. Exportadores enfrentam atrasos no embarque por conta da demanda crescente por açúcar, soja e minério de ferro. Ao mesmo tempo, os níveis recordes das importações aumentam a receita para os portos.

8 – Bolsa sofre com ações de efeito limitado do governo, diz Landers

A incapacidade do governo de conter a inflação e a valorização do real tem impedido que as ações na bolsa brasileira deslanchem, disse Will Landers, diretor para América Latina da BlackRock Inc. “O mercado gosta de certezas”, disse o executivo em entrevista ontem, na Bloomberg, em São Paulo. “Na nossa cabeça, a gente podia já estar nesse momento no mercado com um Banco Central que já tinha feito o que tinha que fazer”, afirmou.