Ações de Duratex e Satipel disparam com fusão

Juntas, empresas formarão a maior indústria de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul

A notícia de que a Duratex, empresa do grupo Itaúsa dona de marcas como Deca e Hydra, e a fabricante de painéis de madeira Satipel irão unir suas operações está provocando uma corrida pelas ações das duas empresas na Bovespa. Às 11h37, os papéis ordinários da Duratex (<a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=DURA3"><strong>DURA3</strong></a>) disparavam 18,86% para 19,60 reais, enquanto os da Satipel (<a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=SATi3"><strong>SATI3</strong></a>) eram negociados a 7,39, em alta de 31,96%. A liquidez de ambos, no entanto, é limitada. No dia, até o momento, foram realizados apenas 24 negócios com as ações da Duratex e 229 com os da Satipel. Já os papéis preferenciais da Duratex (<a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=DURA4"><strong>DURA4</strong></a>), que têm maior liquidez, oscilam entre leves altas e baixas, sendo cotados na casa de 19 reais.</p>

A unificação exigirá uma reestruturação societária, na qual a Duratex será incorporada pela Satipel. As ações da Duratex serão substituídas por ações da Satipel. Para tanto, serão emitidas 348.785.970 novas ações ordinárias que serão distribuídas na seguinte proporção: os acionistas controladores da Duratex receberão 3,05360401 ações da Satipel por ação ordinária da Duratex. Os demais acionistas receberão 2,54467001 ações da Satipel por ação da Duratex. Até que seja feita a substituição, os papéis de ambas as companhias continuarão sendo negociados no mercado.

Os números do negócio

A nova Duratex nasce com 3 bilhões de reais de valor de mercado, 3,3 bilhões de reais de receita bruta anual e 9.764 funcionários. Sua capacidade instalada será de cerca de 4 milhões de metros cúbicos anuais de painéis de madeira industrializada e produção de 23 milhões de peças sanitárias por ano.

A associação de Duratex e Satipel, segundo as empresas, permitirá reforçar as vantagens competitivas das companhias, potencializando a inovação tecnológica e o desenvolvimento de produtos. A criação de uma empresa global também permitirá obter ganhos de escala. A fusão, porém, ainda depende da aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores.