Ações das Lojas Americanas desabam com prejuízo no trimestre

Crescimento de 21% na receita não foi suficiente para cobrir as perdas da financeira e a amortização de ágio pelo aumento de participação na B2W

Apesar de ter elevado em 21% sua receita no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, as Lojas Americanas não conseguiram evitar um prejuízo de 14,5 milhões de reais entre abril e junho de 2008. A divulgação do balanço da companhia provocou uma forte queda das ações (LAME4) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegaram a recuar 5% na mínima do dia até o momento. Às 12h40, os papéis eram cotados a 11,15 reais, com desvalorização de 4,7%.

De acordo com a companhia, as perdas foram decorrentes do prejuízo de 11 milhões registrado pela Financeira Americanas Itaú (FAI) e pela amortização de ágio referente ao aumento de participação na B2W, companhia criada da união dos sites de comércio eletrônico Submarino e Americanas.com.

Ao contrário das Lojas Americanas, a B2W apresentou crescimento de 47% em seu lucro líquido, que chegou a 16,4 milhões de reais no segundo trimestre. A margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) cresceu 1,1 ponto percentual, chegando a 14,5%. Com isso, as ações da empresa (BTOW3) subiam 0,49%, nesta sexta-feira na Bolsa, para 60,60 reais.

Na opinião da corretora Brascan, o resultado comprova que o desenvolvimento e-commerce é uma tendência no Brasil. Para os próximos meses, a corretora aposta na continuidade do crescimento do setor e projeta uma valorização de até 35% para os papéis da companhia, podendo chegar a 81,20 reais no final do ano.

Já o Unibanco é mais otimista, e estima um preço-alvo de 97,80 reais para os papéis da B2W em dezembro, o que representa uma alta de 62%. Para Lojas Americanas, apesar do fraco desempenho no trimestre, a instituição também recomenda recompra das ações, com perspectiva de valorização de 65% e preço-alvo de 19,30 reais.