Ações da TIM despencam mais de 12% com balanço ruim

Empresa teve prejuízo 454,5% maior que o registrado no ano passado

A notícia de que o prejuízo da TIM cresceu 454,5% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado está derrubando as ações da operadora na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira (6/5). Às 11h06, os papéis preferenciais <a href="http://www.bovespa.com.br/home/ExecutaAcaoCotRapXSL.asp?txtCodigo=TCSL4"><strong>(TCSL4)</strong></a> caíam 12,28%, para 5,00 reais, enquanto os ordinários <a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=TCSL3"><strong>(TCSL3)</strong></a> recuavam 8,38%, para 7,10 reais.</p>

De janeiro a março, a TIM contabilizou um prejuízo líquido de 107,929 milhões de reais, apesar de sua receita líquida ter crescido 5,3%, totalizando 2,992 bilhões de reais. A margem Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), entretanto, caiu 5,5 pontos porcentuais, para 17,9% no trimestre encerrado em março de 2008.

A TIM gerou no mercado uma reação oposta à provocada pela Vivo na semana passada. Enquanto a primeira surpreendeu pelo mau resultado, a segunda anunciou lucros acima do esperado, que na avaliação da corretora Brascan, foram decorrentes de um resultado operacional mais forte que o projetado e menores despesas financeiras. Apesar de a operadora ter elevado em apenas 2,5% a sua base de clientes, inferior à média registrada pelo mercado, a receita líquida subiu 16,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2007. Os investimentos com as tecnologias 3G e GSM não impediram que a margem Ebtida crescesse 27% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Bovespa, as ações preferenciais da Vivo (VIVO4), que assim como a TIM tem a Telefónica como controladora, eram cotadas a 12,10 reais, em alta de 0,82%. O Ibovespa cedia 0,52%, para 69.808 pontos.