Ações da Linx e Magazine Luiza sobem após empresas firmarem parceria

Acordo visa vendedores que comercializam produtos no marketplace da varejista

As ações da Linx e da Magazine Luiza dispararam nesta quarta-feira (27), após as duas empresas firmarem parceria que permitirá a retirada de produtos comercializados por terceiros nas plataformas de venda online do Magalu direto na loja física do vendedor.

O marketplace da varejista conta com 11 mil vendedores e essa modalidade é responsável por 26% de todo seu faturamento em e-commerce.

Embora seja restrita aos vendedores que utilizam o sistema de gerenciamento de pedidos da Linx, a operação agradou o mercado. Com isso, às 17h15 desta quarta, as ações da Linx avançavam 5,78% e as da Magazine Luiza, 4,67%. 

Analista de varejo da XP Investimentos, Pedro Fagundes vê a parceria com otimismo. “Os vendedores poderão digitalizar as suas operações de uma maneira simples e/ou reduzir o prazo e custo de frete para o consumidor final” escreveu em relatório a clientes.

A Linx vem procurando estabelecer uma série de acordos com varejistas. Neste ano, a companhia de tecnologia já fechou acordo com o Mercado Livre e com as Lojas Americanas. Ainda assim, suas ações não engataram e, até terça-feira (26), acumulavam queda de 7,67% em 2019.

Já os papéis da Magazine Luiza vêm tendo mais um ano positivo na Bolsa, com valorização acumulada de 91,2% até ontem (26), quando os papéis estavam cotados a 43,04 reais. 

Apesar do bom momento para os acionistas do Magalu, Fagundes acredita que a empresa já não ofereça um grande potencial de alta na bolsa, visto que o valor de suas ações está muito próximo do preço-alvo de 45 reais estabelecido pela corretora para o fim de 2020.