Ações europeias caem puxadas por setores bancário e de serviços

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, cai 0,42%, aos 1.041 pontos

Londres – As ações europeias recuavam das máximas de dois meses no pregão desta quarta-feira, puxadas pelos setores bancário e de serviços de utilidade pública, com investidores dizendo que as preocupações contínuas com a crise econômica da Europa justificavam uma realização de lucros após o recente rali.

Às 8h10 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, caía 0,42 por cento, para 1.041 pontos, depois de fechar no maior nível em dois meses, a 1.046 pontos, na terça-feira. O índice Euro STOXX 50 caía 0,84 por cento, para 2.301 pontos.

As praças acionárias europeias tiveram um rali deste sexta-feira, após recuarem fortemente em boa parte de junho, depois que líderes europeus concordaram com medidas para combater a crise da dívida da região.

Os mercados também foram apoiados por expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) irá cortar suas taxas na quinta-feira e que poderá também injetar novos fundos para ajudar as economias em dificuldade da região, além de bancos endividados.

No entanto, os operados estavam cautelosos que, apesar de tais medidas da União Europeia (UE), a desaceleração da economia continua preocupante, com uma pesquisa sobre o setor de serviços mostrando nesta quarta-feira que as empresas chinesas do setor cresceram no ritmo mais lento em dez meses em junho.

“O cenário macroeconômico ainda é o mesmo. Há alguns números muito ruins por aí”, disse o chefe de operações e de risco do Tavira Securities, Toby Campbell-Gray.

O escândalo envolvendo o banco britânico Barclays e outros grandes bancos pelo mundo impactou o sentimento em relação às ações bancárias, com o índice europeu do setor STOXX recuando 0,6 por cento.

“Nós temos sido vendedores nesse último rali. Nós temos vendido o FTSE (índice da bolsa de valores de Londres) com base na crise bancária e realizando lucros no DAX (índice de Frankfurt)”, afirmou Campbell-Gray.

A concessionária de energia da Alemanha E.ON tinha um dos piores desempenhos entre as ações do DAX e na Europa, recuando cerca de 3 por cento, após sofrer rebaixamentos dos bancos de investimento Citi e JP Morgan.