Ação do Magazine Luiza tem potencial de 70%, diz Itaú BBA

Companhia é “diferenciada da multidão” por possuir fatores únicos que tornam o investimento atrativo

São Paulo – As ações da rede varejista Magazine Luiza (MGLU3), comandada pela empresária Luiza Trajano, foram classificadas como “diferenciadas da multidão” pela equipe de pesquisa do Itaú BBA, que citou em início de cobertura dos papéis os fatores únicos que a companhia apresenta e que tornam o investimento atrativo.

Em relatório, os analistas Juliana Rozenbaum, Francine Martins e Enrico Grimaldi atribuíram um preço-alvo de 28 reais para as ações ordinárias do Magazine Luiza, o que representa um potencial de valorização de 70,73% frente à cotação de 16,40 reais vista no fechamento do pregão anterior. A recomendação é de compra para os papéis.

O Itaú BBA destacou fatores que compõem o perfil da rede varejista e que tem conquistado a atenção dos investidores, como por exemplo: a forte oportunidade de crescimento de mercado, especialmente nos estados do Nordeste, onde a companhia entrou recentemente; bom histórico de expansão de negócios (tanto organicamente, quanto via aquisições); e rígida disciplina financeira e oferecimento de produtos de margem relativamente elevada em praticamente todos seus segmentos de atuação.

Os analistas também destacaram a habilidade da companhia de atingir os consumidores por meio de diferentes plataformas de vendas (loja tradicional, virtual e online) e o nível de retorno sobre o capital investido maior que o da maioria de seus concorrentes.

Perspectivas

O Magazine Luiza continuará a se beneficiando do forte consumo doméstico, que deve continuar amparado na confiança do consumidor, na baixa taxa de desemprego e nos ganhos salariais.

“Não vemos o recente avanço da inflação ou o limitado aumento da taxa básica de juros (Selic) provocando um impacto considerável nas oportunidades de crescimento da companhia no longo prazo”, opinam.

Entre os riscos negativos estimados para o Magazine Luiza, estão a dependência da companhia e sua capacidade para expandir sua área de cobertura, além da habilidade da empresa em conquistar os consumidores, trazendo-os as lojas através da venda de produtos certos a preços competitivos.

Outros riscos incluem o acirramento da concorrência, disponibilidade de crédito ao consumidor e, principalmente, mudanças maiores que o esperado no cenário macroeconômico.