Ação da BM&FBovespa dispara depois de relatório do JP Morgan

O preço dos papéis não reflete o potencial de crescimento da companhia, dizem os analistas

São Paulo – Um relatório de 12 páginas elaborado pela equipe de análise do banco americano JPMorgan deu um fôlego adicional aos negócios com as ações da BM&FBovespa (BVMF3) nesta segunda-feira (10). Os papéis operam com uma alta de quase 8%, negociadas a 11,10 reais. No ano, entretanto, ainda amargam queda de 8%.

“Acreditamos que a BM&FBovespa tem um potencial de crescimento mais acelerado que as outras bolsas”, escreveram os analistas Kenneth B. Worthington e Funda Akarsu. Eles reiteraram a recomendação acima da média para a empresa e a expectativa de que o papel chegue a 17 reais em um período de 12 meses.

A expectativa de maior volatilidade com os contratos de taxas de juros e a participação mais firme dos investidores que utilizam fórmulas de algoritmos matemáticos em negociações de alta velocidade devem impulsionar o avanço das receitas da bolsa, afirma o banco.

Uma das principais apostas de Worthington e Akarsu está concentrada exatamente nos “algotraders”. Para eles, apesar de o percentual de participação desses investidores ser  muito baixo, de apenas 4% na BM&F, esse tipo de investidor poderá concentrar uma fatia superior à de 46% vista hoje na CME (Chicago Mercantile Exchange).

“Dado que a alta freqüência é um fenômeno americano que está sendo exportado para a Ásia, Europa e América Latina, acreditamos que a CME é a melhor indicação para determinar o quanto os negócios de alta frequência pode representar para a BM&F. Entretanto, como os produtos da BM&F são muito mais voláteis que os da CME, esperamos que os negócios sejam uma parte ainda maior da BM&F”, concluem.