A nova emissão da Vulcabras é sinal de bons ventos no mercado

ÀS SETE - Nesta quinta-feira, começam a ser negociadas as novas ações emitidas pela fabricante de calçados, em um follow on que vai movimentar R$ 747 mi

Começam a ser negociadas hoje as novas ações emitidas pela fabricante de calçados Vulcabras, em um follow on que vai movimentar mais de 747 milhões de reais. A empresa, que é dona das marcas Olympikus, Azaleia, Dijean e OLK, fixou em 9,50 reais o preço da ação em oferta de distribuição primária e secundária.

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Os cerca de 547 milhões da oferta primária devem ser usados para aumentar o caixa e reduzir o endividamento de curto prazo da empresa, enquanto o restante remunerará os acionistas.

Com a nova oferta, o capital da Vulcabras vai passar de 565,9 milhões de reais, para 1,14 bilhão. As novas ações serão negociadas no segmento Novo Mercado da B3, o que exige os maiores níveis de governança corporativa.

A Vulcabras passou por uma enorme reestruturação nos últimos anos. Depois de alguns anos ótimos no final da última década, com faturamento e lucro crescentes, a empresa entrou em uma crise que quase a levou ao buraco. Entre 2012 e 2014 a companhia demitiu 22.000 funcionários e teve dois anos seguidos com prejuízo líquido de mais de 300 milhões de reais.

Depois das mudanças, a empresa voltou a ser lucrativa no ano passado. Os resultados se refletiram nas ações, que no início de novembro de 2016 valiam pouco mais de um real e fecharam o pregão de ontem a quase 10.

O ânimo dos investidores parece estar voltando, como demonstra o sucesso da nova oferta da Vulcabras e o grande número de subscrições para IPOs nas últimas semanas.

Até o final do ano, devem sair do papel a oferta pública de Neoenergia, Burger King Brasil, Algar Telecom e BR Distribuidora. Caso tudo dê certo e as ofertas não sejam canceladas, o mercado brasileiro de capitais pode movimentar mais de 50 bilhões de reais em 2017, no melhor ano desde 2010.