À espera de mais estímulos, bolsas da Europa avançam

Os investidores aproveitaram as quedas recentes nos preços das ações e voltaram ao mercado em busca de pechinchas

São Paulo – As bolsas da Europa encerraram a sessão desta quinta-feira, 21, em alta, influenciadas pela perspectiva de que o Banco Central Europeu (BCE) precisará lançar medidas para estimular a economia da zona do euro.

Os investidores aproveitaram as quedas recentes nos preços das ações e voltaram ao mercado em busca de pechinchas.

Pela manhã, a Eurostat, a agência oficial de Estatísticas da União Europeia, informou que o índice de confiança do consumidor da zona do euro caiu de -8,4 julho para -10 na leitura preliminar de agosto, superando as previsões do mercado, de -9.

Já a Markit Economics mostrou que os índices dos gerentes de compras (PMI) da zona do euro apresentaram queda generalizada em agosto.

O PMI Composto, que inclui os setores industrial e de serviços, caiu para 52,8 neste mês, de 53,8 em julho, registrando a mínima dos últimos dois meses. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires projetavam queda menos acentuada, para 53,4.

Outra notícia que reforçou os argumentos de apoio à política monetária relaxada na Europa foi a desaceleração do varejo no Reino Unido.

Em julho, as vendas no comércio cresceram apenas 0,1% na comparação com junho e 2,6% sobre igual mês de 2013.

O dado aponta uma desaceleração nas vendas e se coloca abaixo da previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam expansão mensal de 0,5% e anual de 3,1%.

Agora, os investidores aguardam os pronunciamentos dos presidentes do BCE, Mario Draghi, e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, no simpósio anual de política monetária em Jackson Hole, que começa hoje e se estende até amanhã.

Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 fechou com valorização de 0,33%, aos 6.777,66 pontos; em Paris, o CAC-40 subiu 1,23%, para 4.292,93 pontos, na máxima do dia.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, avançou 0,93%, para 9.401,53 pontos, enquanto em Milão, o FTSE-MIB ganhou 2,06%, aos 20.010,51 pontos.

Em Madri, o Ibex-35 subiu 1,30%, para 10.556,40 pontos e, em Lisboa, o PSI-20 teve alta de 0,64%, aos 5.726,07 pontos.

Com informações da Dow Jones Newswires.