A bolsa brasileira rumo aos 80.000 pontos

ÀS SETE - Com o novos patamares, chegar aos 80.000 pontos virou questão de pouquíssimo tempo e o otimismo para os próximos recordes continua

Investidores não têm do que reclamar. Em seis dos dez pregões de 2018, o Ibovespa bateu novos patamares recordes. O último veio ontem, quando índice subiu 0,51% e fechou o dia a 79.752 pontos.

Com o novo patamar, chegar aos 80.000 pontos virou questão de pouquíssimo tempo e o otimismo para os próximos recordes continua.

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O cenário que alimenta a bolsa brasileira é o mesmo que tem incentivado índices ao redor do mundo. As perspectiva de crescimento global têm aumentado e o apetite de investidores por ativos riscos continua elevado.

“O cenário no exterior é o principal fator de alta do Ibovespa e a recuperação da economia brasileira tem diminuído a percepção de risco em relação ao Brasil”, diz Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide. Para ele, o Ibovespa deve chegar ao patamar entre 84.000 e 85.000 pontos em algum momento dos próximos três meses.

A projeção de analistas para o fim do ano tem girado em torno dos 89.000 pontos. A justificativa para esse novo patamar seria a recuperação econômica, com a redução do endividamento e aumento do lucro das empresas.

Serve de argumento também o fato de que, apesar da alta recente, a bolsa brasileira continua barata em outras bases de comparação.

“Hoje, a bolsa está no mesmo nível de preço de 2015 em termos de dólar. Considerando os cenários possíveis para o câmbio, o Ibovespa teria um potencial de valorização de 13% a 24% em dólar em nosso cenário base”, dizem analistas da XP Investimentos em relatório.

A grande dúvida do ano é quanto o cenário eleitoral influenciará a bolsa. Para analistas, o candidato vencedor, ou a perspectiva de um vencedor, será decisivo para levar o Ibovespa aos 90.000 ou aos 71.000 pontos no fim do ano. Como tudo no Brasil em 2018, a bolsa também será ditada pela política.