7 ações para acompanhar o crescimento do Brasil no longo prazo

Citi listou papéis brasileiros em estratégia para aproveitar o bom momento dos mercados emergentes

São Paulo – Voltar o olhar para as empresas dos países que ganham com o rebalanceamento do crescimento mundial para o mundo emergente no longo prazo pode ser uma estratégia de sucesso, avalia o Citi Global Markets em um relatório. Os analistas ressaltam que a globalização permitiu que muitas companhias nos mercados emergentes se expandissem a uma escala internacional e fizessem o uso das suas vantagens competitivas, como os custos menores.

“As economias emergentes têm crescido aos trancos e barrancos e as companhias têm avançado ao capturar o desenvolvimento doméstico”, afirma o relatório. Os analistas selecionaram as empresas que têm obtido margens acima do setor, com pelo menos 1% das vendas agregadas, receitas crescentes nos últimos três anos e uma tendência para o mesmo sentido. As ações também não podem estar com recomendação de venda.

Selecionados

O Citi reconhece que 2011 não foi um ano bom para a estratégia em termos absolutos, mas na comparação com o índice de referência (MSCI EM) mostra um desempenho 9,25% melhor. No longo prazo, de 2000 até 2012, a estratégia venceu o benchmark em 7,14%. “Acreditamos que assim que o mercado se estabilizar e a sanidade retornar, serão os emergentes ao redor do mundo (especialmente na Ásia) que irão receber a atenção dos investidores”, dizem os analistas.

Para o Brasil, as empresas selecionadas são Bradesco (BBDC3; BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB3; ITUB4), Vale (VALE3; VALE5), Klabin (KLBN4), Petrobras (PETR3) e Suzano Papel e Celulose (SUZB5). Os papéis preferenciais da estatal de petróleo (PETR4) e da Gerdau (GGBR3; GGBR4) já estiveram no portfólio, porém não foram escolhidos desta vez. Empresas do Chile, China, Índia, México, Rússia, África do Sul, Coréia do Sul, Taiwan e Tailândia também compõem a carteira do banco.