Indústria recua; inflação arrefece…

Bolsa em incerteza

O Ibovespa operou instável fechando com 59.339 pontos, uma queda de 0,21%, em meio à incerteza da aprovação da PEC do teto dos gastos e da volatilidade do mercado internacional. A maior alta do dia foi do banco Bradesco que anunciou dividendos relativos ao terceiro trimestre acima do esperado, no valor de 3,3 milhões de reais. O pregão de hoje era o prazo final para adquirir as ações que receberão os dividendos em março de 2017. Os papéis preferenciais do banco fecharam em alta de 1,23% e os ordinários em 1,43%. O dólar subiu 1,54%, impulsionado pelos mercados estrangeiros e pelo fluxo de importadores, cotado a 3,25 reais.

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Produção industrial cai

A produção da indústria brasileira recuou 3,8% em agosto, na comparação com o mês anterior, informou o IBGE. A queda é a pior desde janeiro de 2012 e reverte o ganho acumulado de 3,7% que a indústria havia ganho nos últimos 5 meses consecutivos de alta. Em julho a produção havia crescido 0,1%. Na comparação com agosto de 2015, a queda foi de 5,2% e já acumula recuo de 8,2% no ano. Com o resultado de agosto, a produção está 21,3% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013. As piores quedas de agosto foram nos setores de alimentos e de automóveis, que diminuíram a produção em 8% e 10,4%.

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Braskem no chão

Com o fim do prazo que daria direito a receber o dividendo de 1 bilhão de dólares da petroquímica Braskem para quem tivesse ações ordinárias e preferenciais classe A da empresa na carteira, os papéis tiveram o pior desempenho do Ibovespa no dia. A quantia será dividida com acionistas que tiveram os papéis na carteira até segunda-feira 3 e pagará 1,2571 reais por ação, com base na composição acionária da mesma data. A divisão será feita a partir do dia 11 de outubro. As ações da Braskem fecharam o dia em queda de 4,81%.

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Ilan: banho de água fria

Diante dos últimos indicadores que apontam para uma redução da inflação no país e das expectativas até o final do ano, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, deu um banho de água fria naqueles que esperavam uma redução da taxa básica de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado crê que a redução da taxa em 0,25 ponto percentual deva acontecer já em outubro. Segundo Goldfajn não há um cronograma para a flexibilização monetária no Brasil. “Uma das questões que estamos considerando é a fiscal. Mas tem outras e nenhuma sozinha define a questão monetária. Se tiver uma inflação menor de serviços, e o fiscal, a combinação vai gerar as condições [para baixa] de juros”, disse.

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Inflação recua

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), um dos medidores mais antigos da inflação, apresentou retração de 0,14% em setembro. No mês de agosto, o indicador havia apresentado alta de 0,11%. O maior responsável pela queda foi o setor de alimentos, que apresentou deflação de 1,09%. O índice dos últimos 12 meses reduziu de 9,15% para 8,28%. Segundo analistas a deflação registrada pode não ser o suficiente para a redução da taxa básica de juros já que os grupos mais sensíveis, como serviços, ainda não apresentam queda tão acentuada na inflação.

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Queda da Renner

As ações da varejista de moda Renner caíram 2,68% a segunda maior queda do pregão desta terça-feira. O movimento aconteceu após o banco BTG Pactual retirar as ações da companhia de sua carteira para o mês de outubro, antecipando o resultado financeiro do terceiro trimestre. É esperado que a Renner tenha um trimestre mais fraco e que as vendas no segmento “mesmas lojas” venha próximo de zero. A Renner é a varejista de vestuário que tem melhor desempenho entre as nacionais, registrando aumento de 8,2% nas vendas do segundo trimestre, um total de 1,47 bilhão de reais.