10 novidades do mercado que você precisa saber

Telefônica apresenta queda de 12,3% no lucro e Alemanha cresce apenas 0,3% no primeiro trimestre de 2015

São Paulo – Veja o que você precisa saber nesta quarta-feira.

1- BC da Inglaterra prevê menos crescimento. O Banco da Inglaterra cortou nesta quarta-feira suas projeções para o crescimento econômico da Grã-Bretanha nos próximos três anos e apoiou as expectativas do mercado de que apenas começará a elevar a taxa de juros daqui a cerca de um ano. O BC agora espera um crescimento econômico de 2,5% neste ano, o que representa uma redução em relação à projeção de 2,9% divulgada em fevereiro.

2- Economia francesa tem fôlego; crescimento alemão desacelera. O crescimento trimestral de 0,6% registrado pela França superou as expectativas do mercado, que previa expansão de 0,4% , mas a Alemanha decepcionou ao crescer 0,3% , bem abaixo da taxa de 0,7% registrada no último trimestre de 2014.

3- Indústria, investimento e varejo da China decepcionam. A produção industrial da China subiu 5,9 por cento em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, ligeiramente abaixo das expectativas e reforçando as expectativas de que o governo terá de aumentar seus esforços para impulsionar a economia.

4- FMI: Brasil tem conjuntura difícil e precisa de esforço fiscal. A economia do Brasil atravessa uma conjuntura difícil, com perspectiva de retrocesso de 1% do PIB em 2015, e deverá se esforçar para atingir sua anunciada meta de superávit fiscal – afirmou nesta terça-feira um alto funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI).

5- Levy diz esperar que desaceleração seja “temporária”. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira esperar que a desaceleração econômica no Brasil seja “temporária” e que a disciplina fiscal continua sendo um pilar central da política econômica do país, conforme a alta dos preços das commodities enfraquece. Falando a investidores em Londres, Levy afirmou que a disciplina fiscal é necessária para proteger a economia contra os efeitos inflacionários da depreciação do real, algo sobre o qual o Banco Central deve continuar “bastante vigilante”.

6- Lucro líquido da Telefônica Brasil cai 12,3% no 1º trimestre. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo no país, teve lucro líquido de 579,7 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 12,3% frente ao mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quarta-feira.

7- Moody’s coloca ratings da Vale em perspectiva negativa. A agência de classificação de risco Moody’s informou que mudou a perspectiva do rating da Vale, de estável para negativa. O rating da empresa em escala global foi confirmado em Baa2, bem como o rating em moeda local, confirmado em Aaabr.

8- Alta da bolsa de Paris lidera avanço do mercado europeu. O avanço da bolsa de Paris em reação a indicadores econômicos fortes sobre a França ajudava os principais índices acionários europeus a se estabilizarem nesta quarta-feira depois de sofrerem nesta semana com as fortes perdas registradas nos mercados de bônus. Às 7h30 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 , que reúne as principais ações europeias, avançava 0,69%, a 1.585 pontos. 

9- Bolsas da Ásia sobem por apostas em mais estímulos. A maioria dos índices acionários asiáticos fechou em alta nesta quarta-feira, apesar de uma nova rodada de indicadores econômicos decepcionantes da China, com investidores se concentrando, em vez disso, em esperanças de que Pequim adote novos estímulos para evitar uma desaceleração mais forte na segunda maior economia do mundo. Às 7h38 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, avançava 0,50%.

10- Caixa quer gerir fundo chinês de US$ 50 bilhões no Brasil. O governo chinês e a Caixa Econômica Federal devem montar um fundo de financiamentos à infraestrutura com aporte previsto de US$ 50 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China. O memorando de entendimento entre as duas instituições deve ser assinado no dia 19 deste mês, em meio à visita do primeiro-ministro chinês Li Keqiang ao Brasil.