10 notícias para lidar com os mercados nesta terça-feira

BNDES emprestará mais para o setor de petróleo e gás; bolsas da Ásia têm queda com tensões China-Japão

São Paulo – Aqui está o que você precisa saber.

1- BNDES prevê mudança de perfil de financiamento. Para o superintendente da Área de Insumos Básicos (AIB) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rodrigo Barcellar, o desenvolvimento da exploração de petróleo na camada pré-sal e as regras de conteúdo nacional mudarão o perfil dos projetos financiados pelo banco de fomento, que passará a emprestar mais para estaleiros e para embarcações, plataformas e sondas. O BNDES prevê liberar R$ 8 bilhões para o setor de petróleo e gás neste ano, um salto sobre os R$ 3,266 do ano passado. 

2- Moody’s rebaixa perspectiva da nota da Argentina. A agência de classificação financeira Moody’s Investors Service rebaixou nesta terça-feira de “estável” para “negativa” a perspectiva de evolução da nota da Argentina, ao destacar o caráter “errático” da política econômica de Buenos Aires. A Argentina tem atualmente a nota “B3” por sua dívida de longo prazo, o que já traduzia uma falta de confiança da Moody’s na capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros.

3- Novo estímulo do Fed prejudicará emergentes, diz Mantega. A última rodada de estímulo monetário dos Estados Unidos, também conhecido como “quantitative easing”, irá criar muitos problemas para países emergentes e o Brasil agirá para evitar que o real se valorize, afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

4- Espanha capta € 4,5 bilhões com juros em baixa. A Espanha captou nesta terça-feira 4,576 bilhões de euros em emissões de títulos a 12 e 18 meses, com juros em baixa, depois das medidas de apoio às economias da Eurozona decididas pelo Banco Central Europeu (BCE). Os títulos a 12 meses foram leiloados com juros de 2,835% (contra 3,070% na última operação similar de 21 de agosto) e os de 18 meses a 3,072% (3,335% em 21 de agosto).

5- Bolsas da Ásia têm queda com tensões China-Japão. A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta terça-feira. O aumento das tensões políticas entre China e Japão, por causa da disputa territorial por ilhas no Mar da China Oriental, afetou o humor dos investidores da região.


6- O que esperar do mercado após o QE3. Para Carlos Sequeira, analista do BTG Pactual, os investidores agora vão buscar adicionar mais risco em suas carteiras e usarão o Brasil para isso. Setores como de construtoras e de ações (como a BVMF) devem receber mais atenção. Do ponto de vista da análise técnica, a tendência é de alta do Ibovespa. A expectativa é de que o índice chegue a sua máxima do ano.

7- IPC-S acelera em 5 capitais na segunda quadrissemana. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas da primeira para a segunda quadrissemana de setembro, informou nesta terça-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador, nesse período, passou de 0,44% no último dia 7 para 0,49% na leitura desta semana.

8- Gafisa sobe 75% no tri com melhora de caixa de construtoras. A Gafisa SA, sexta maior construtora do País em receita, está no caminho do maior ganho trimestral em sua história, liderando uma recuperação das ações do setor com aumento de entregas de empreendimentos e redução de lançamentos.A Gafisa acumula alta de 75% neste trimestre até o fechamento de ontem, segundo melhor desempenho do Ibovespa. 

9- Conselho da EBX aprova Thor Batista como diretor da holding. O conselho de administração da EBX aprovou a eleição do filho do empresário Eike Batista, controlador do grupo, como diretor da holding que abrange empresas como a petrolífera OGX e a de logística LLX.Thor Batista, 21 anos, foi eleito pelo conselho como diretor sem designação específica, de acordo com ata da reunião realizada nesta segunda-feira.

10- Governo pode levar câmbio para R$ 2,20, diz economista. O coordenador do curso de Graduação da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV), Nelson Marconi, afirmou que o governo poderá dar continuidade gradual à desvalorização do câmbio e poderá levá-lo para R$ 2,20 num horizonte de 12 meses.”Se o Ministério da Fazenda tiver condições, ele poderá viabilizar isso aos poucos, desde que não provoque alta da inflação”, afirmou.

Com AFP, Agência Estado, Bloomberg, Reuters.