10 notícias para lidar com os mercados nesta quinta-feira

Bolsas caem e o ouro bate recorde no mercado internacional, tornando-se refúgio para os investidores após a Moody’s ameaçar um rebaixamento do rating de dívida dos EUA

São Paulo – Aqui está o que você precisa saber nesta quinta-feira (14):

1 Mercados: Moody’s alerta EUA; bolsas caem e ouro vira refúgio. Os mercados na Europa e os índices futuros nos Estados Unidos operam em queda nesta quinta-feira após a agência de classificação de risco Moody’s ameaçar um rebaixamento do rating de dívida da maior economia do mundo. Dólar cai frente ao euro. Entre as commodities, o ouro bate recorde e vira refúgio para os investidores devido à aversão ao risco. Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, discursa hoje no Congresso americano. Por lá, JPMorgan Chase & Co e Google apresentam seus resultados.

2 Alerta da Moody’s aumenta pressão sobre dívida dos EUA. A agência de classificação de risco sacudiu as negociações sobre a dívida na Casa Branca, com o alerta de que os Estados Unidos poderiam perder sua nota máxima de crédito nas próximas semanas, aumentando a pressão sobre Washington para elevar o teto de sua dívida. A Moody’s é a primeira entre as maiores agências de classificação a colocar a nota AAA dos EUA em revisão para um possível rebaixamento.

3 China espera que EUA assegurem interesses de investidores. A China, o maior credor dos Estados Unidos, indicou hoje que espera que o governo americano adote uma política “responsável” para assegurar o interesse dos investidores perante a possibilidade de a agência Moody’s revisar para baixo a qualificação da dívida pública americana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, disse esperar que “o governo americano adote uma política responsável e medidas que garantam o interesse dos investidores”.

4 Brasil é o 5º maior credor da dívida americana. Quais países seriam os mais afetados por um eventual calote do governo americano? O Brasil, certamente. Em abril, segundo os últimos dados disponíveis no Departamento do Tesouro dos EUA, o país comprou 13,4 bilhões de dólares em notas do país, mais que qualquer outro. Em um ano, o crescimento foi de 26%, o que levou o país posição de quinto maior credor da dívida da maior economia do mundo com 206,9 bilhões de dólares.

5 Schwartsman propõe solução brasileira para Europa. Para Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, a única alternativa ao calote grego – e eventualmente de outros países do bloco conhecido como PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) – é um plano que preveja a troca dos títulos de dívida de países muito endividados por papéis emitidos pelo bloco europeu. A contrapartida seria um compromisso de ajuste fiscal rigoroso nos países resgatados.

6 Bolsa vai implantar nova política de tarifas em 2 etapas. A BM&FBovespa informou ontem sua nova política de tarifação que elimina os subsídios cruzados existentes entre as atividades de negociação e pós-negociação. Segundo a bolsa brasileira, as mudanças asseguram a neutralidade do preço total para o investidor final e participantes de mercado em relação à estrutura de preços vigente.

7 BTG Pactual: “Não faremos nova proposta de fusão”. Articulador da fusão mais polêmica dos últimos tempos, o Banco BTG Pactual avisou que colocará o pé no freio e não irá, pelo menos no curto prazo, tentar nenhuma nova investida para uma possível negociação entre Pão de Açúcar e Carrefour. Em entrevista ao site de VEJA, o sócio Carlos Fonseca, que comandou a negociação no seio do BTG, afirmou que as conversas com fundos existem, mas uma nova proposta ocorrerá somente se o Casino vier procurá-los.

Saiba mais: Depois de ver fracassadas as negociações de fusão com o Grupo Pão de Açúcar, o Carrefour já dá sinais de que procura uma nova saída para sua operação no Brasil. Ontem, em uma conferência com analistas, o diretor financeiro do grupo francês, Pierre Bouchut, disse que a companhia pode estudar uma nova proposta de fusão no País se fossem apresentados outros mecanismos de financiamento, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.


8 Santander é a segunda companhia que mais perdeu valor de mercado. As ações do banco Santander caíram 25,6% neste ano, o pior desempenho do setor bancário. Com isso, o banco perdeu 24,7 bilhões de reais em valor de mercado desde janeiro – a segunda companhia que mais perdeu valor em bolsa em 2011 (a primeira foi a Petrobras). O problema do Santander é que seu desempenho tem ficado abaixo da média do setor, dizem os analistas. “Em 2010, as carteiras de crédito do Santander cresceram 16%, enquanto a média das grandes instituições financeiras foi de 21%”, afirma Mario Pierry, analista do Deutsche Bank.

9 Telebrás pode ter lucro operacional em 2013, diz Bonilha. A Telebrás pode começar a ter lucro operacional a partir de 2013, antecipando em um ano a estimativa da empresa, disse seu presidente, Caio Bonilha, em entrevista à Bloomberg. A companhia fez uma economia “razoável” na contratação de equipamentos para a venda de infraestrutura de banda larga e isso a ajudará a atingir o equilíbrio entre prejuízo e lucro dentro de dois anos, acrescentou. Ele não revelou o total economizado. Em janeiro, o ex-presidente da companhia, Rogério Santanna, havia previsto lucros a partir de 2014.

10 Ativos da Brasil Foods já têm cinco interessados. No total, são cinco os pretendentes que já rondam o espólio da Brasil Foods (BRF). Segundo fontes próximas às negociações, a empresa recebeu sondagens de três companhias – JBS, Marfrig e Tyson – e de dois fundos de private equity. Também poderiam entrar na briga investidores árabes e chineses. “Os amigos aumentaram muito nos últimos dias e também os urubus”, brincou José Antonio do Prado Fray, presidente da BRF.

Bônus Sem demanda, Inbrands suspende oferta de ações. A holding de moda, detentora de marcas como Ellus, Richards, Alexandre Herchcovitch e Salinas, não levará adiante, neste momento, sua oferta pública de ações. Inicialmente, o cronograma estimado da oferta previa o fechamento do preço na semana que vem. A empresa desejava levantar cerca de 500 milhões de reais, com o objetivo principal de comprar outras grifes de alto padrão, informa reportagem do jornal Valor Econômico.

Recomendações

> Brasil Foods tem recomendação elevada pelo Credit Suisse. A Brasil Foods teve sua recomendação elevada de neutra para outperform (performance acima da média do mercado) pelo analista Marcel de Moraes, do Credit Suisse. O preço-alvo por ação é de 38,50 reais, segundo relatório obtido pela Bloomberg.

> Brasil Foods é elevada para compra pelo Banco BTG Pactual. A Brasil Foods teve sua recomendação elevada de neutra para compra pelo Banco BTG Pactual. Segundo relatório obtido pela Bloomberg, as restrições impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a aprovação da compra da Sadia pela companhia foram “muito mais leves que as esperadas”, escreveram os analistas Fabio Monteiro e Thiago Duarte.

> Credit Suisse reduz preço-alvo da MMX após novos investimentos. O banco cortou o preço-alvo para as ações da mineradora MMX. A reavaliação foi motivada pelo anúncio da nova previsão de investimentos na mina Serra Azul, em Minas Gerais. Segundo os analistas Ivan Fadel e Carlos Louro, a mudança resulta em uma pequena redução de 5% no preço-alvo da empresa, que passou de 14 reais para 13,2 reais.