1 milhão no pré-sal; EUA ajuda bolsa…

Os resultados da Odebrecht

Após um mês de atraso, a empreiteira Odebrecht divulgou o balanço do ano passado. Diante de uma elevação de 58% na dívida bruta, para 13,98 bilhões de reais, os lucros caíram 51% em comparação a 2014, fechando em 890 milhões de reais. A dívida líquida da empresa é de 4 bilhões de reais, já que o saldo positivo é de quase 10 bilhões. O faturamento da empresa subiu 75% na comparação ano a ano, alcançando 57,9 bilhões de reais em 2015. Segundo a Odebrecht, 87% das receitas advêm de operações internacionais, então a alta do dólar e a hiperinflação na Venezuela elevaram a receita, que seria normalizada à de 2014 se fossem retirados os dois efeitos.

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“Petrobras permanece pública”

Em seu segundo dia à frente da maior empresa do país, Parente afirmou que a Petrobras não está madura o suficiente para uma privatização. Acusado de “ultraliberal” por centrais sindicais, Parente disse que a decisão pela privatização não é sua, mas do principal acionista da empresa, a União. Ele pontuou que o assunto não foi pauta das conversas que teve com o presidente interino Michel Temer e que sua prioridade frente à petroleira é trabalhar na recuperação judicial e diminuição da dívida da empresa. “Não vim para cuidar da privatização da Petrobras. Não é esse o meu mandato. Não vou perder tempo com essa questão”, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha.

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Pré-sal a milhão

Pela primeira vez, o pré-sal atingiu a marca de produção de 1 milhão de barris de petróleo por dia. O fato foi anunciado nesta sexta-feira pela Petrobras, mas a marca foi alcançada no dia 8 de maio. Em comunicado oficial, a petroleira afirmou que o feito demonstra “não só a viabilidade técnica e econômica do pré-sal como também sua alta produtividade”. No discurso de posse da presidência da empresa, Pedro Parente afirmou que a gestão da reserva do pré-sal é uma das suas prioridades. As ações preferenciais da Petrobras fecharam o dia com alta de 2,14%.

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EUA ajuda bolsa

O Ibovespa fechou o dia com alta de 1,47% nesta sexta-feira. A principal contribuição para o desempenho da bolsa vem de fora. O relatório de empregos dos Estados Unidos mostrou que, em maio, o país teve o pior desempenho na abertura de novas vagas desde setembro de 2010. Com isso, diminuíram as expectativas de alta dos juros nos Estados Unidos. Com os dados, a possibilidade de uma alta em junho caiu de 22% para 3,8% e em julho passou de 53% para 38,1%. O dólar fechou o dia com queda de 1,75%, cotado em 3,52 reais.

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Rali do minério

As siderúrgicas e mineradoras tiveram as maiores altas do Ibovespa nesta sexta-feira. As ações ordinárias da Vale subiram 8%; as da CSN, 7,9%; e as da Gerdau Metalúrgica, 6,9%. O preço do minério de ferro na China subiu 3,5%. No caso da Vale, ainda correm boatos de que o governo pretende trocar o presidente, Murilo Ferreira, no comando da mineradora desde 2011.

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Fusão na moda

As ações do grupo de moda Restoque, dono de marcas como Dudalina, Le Lis Blanc e John John, chegaram a subir 43,6% nesta sexta-feira. A euforia com os papéis aconteceu depois de a companhia ter confirmado que estuda uma fusão com a Inbrands, dona de grifes como Ellus, Richards e Herchcovitch. No fim da tarde, os papéis amenizaram a alta e fecharam o dia com ganhos de 8,7%. Ontem, as ações da companhia já haviam subido 16% com os rumores. Em relatório, o banco Bradesco BBI disse que, por si só, o negócio não parece melhorar muito as coisas para ambas as empresas.

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PDV na Samarco

A mineradora Samarco aceitou a proposta de sindicatos de trabalhadores vinculados à companhia de iniciar um programa de demissão voluntária (PDV). O acordo deve promover a demissão de 40% dos 3.000 funcionários da companhia, que está com diversas atividades paradas desde o rompimento de uma barragem no ano passado na região de Mariana, incidente que matou 19 pessoas, deixou centenas desabrigadas e poluiu severamente o rio Doce. A Samarco espera voltar a funcionar até o final do ano, com no máximo 60% da capacidade.