Por que falamos sobre igualdade de gênero? Campanhas respondem

O universo publicitário ainda tem dificuldade para acompanhar como tratamos determinados assuntos, mas algumas marcas já abraçaram a causa

Não se faz mais publicidade como antigamente – e ainda bem!

O universo publicitário ainda peleja para acompanhar a evolução do mundo e como tratamos diversos e determinados temas.

Entre erros e acertos, falar sobre igualdade de gênero ainda é um vasto terreno a ser desbravado pelo mercado da publicidade, que se vê como uma importante agente na mudança de discursos que não representam mais a nossa sociedade.

A campanha Skol Reposter é um exemplo feliz que pauta esta transformação.

Separamos aqui outros exemplos de campanhas que abordam a equidade de gênero como mote:

Plan International – O que você pode fazer pela igualdade de gênero na infância?

O #Desafiodaigualdade nos apresenta um universo de dados, provocações e reflexões que podem “ajuda-lo a ser um agente de multiplicador” da igualdade de gênero na infância.

ONU – “What I really really want”

Ambientada na música do grupo Spice Girls, “What I really really want”, a campanha de mesmo nome, nos convida a pensar no que realmente queremos para garotas e mulheres.

Always – “Como uma garota”

Usar a expressão ‘como uma menina’ para significar algo ruim, tem profundo impacto na vida das nossas crianças e adolescentes.

Pensando nisso, Always se juntou a batalha para manter a confiança das meninas durante a puberdade e mais para frente.

Usar #LikeAGirl como um insulto é um golpe contra qualquer adolescente.

E uma vez que o resto da puberdade também não é nenhum piquenique, é fácil ver o enorme impacto que a expressão pode ter sobre a auto-confiança de uma menina.

GoldieBlox – máquina de menina

Esta empresa de brinquedos mostra ao mundo que as meninas merecem mais opções do que bonecas e princesas.

Com um anúncio veiculado no intervalo no campeonato de futebol americano Super Bowl, um dos horários mais nobre da TV dos Estados Unidos, a GoldieBlox lançou, no fim de 2013, uma campanha oferecendo kits para meninas criarem máquinas e resolverem problemas propostos.

No vídeo, três meninas assistem entediadas a uma propaganda de bonecas com os estereótipos comuns, como muito cor-de-rosa e princesas.

É aí que o trio cria uma mecanismo que, no fim de tudo, desliga a televisão. A própria empresa GoldieBlox foi criada por Debbie Sterling, uma engenheira formada em Stanford que cresceu insatisfeita com as poucas opções de brinquedos que instigavam a criatividade feminina.

Verizon Wireless – “Inspire a mente dela”

A operadora de celulares Verizon Wireless lançou a campanha “Inspire Her Mind” (Inspire a mente dela).

No vídeo veiculado na TV norte-americana, uma série de situações cotidianas levam as meninas a ouvirem frases como: “não suje seu vestido”, “não mexa com isso”, “deixe que seu irmão faça isso”.

De acordo com a peça publicitária, esse tipo de expressão desencoraja as garotas a explorarem situações diferentes e desestimula sua criatividade, em especial em áreas ligadas à ciência e à tecnologia.

O resultado disso é mostrado pela própria campanha: 66% das meninas norte-americanas dizem gostar de matemática e ciências na escola, mas apena 18% delas seguem em carreiras, como engenharia.

Cover Girl – Garotas podem!

No começo de 2014, a marca de cosméticos norte-americana, Cover Girl, lançou a campanha #GirlsCan.

A peça mostra celebridades que se destacam em áreas hostis às mulheres convidando garotas a se desafiarem sempre que ouvirem expressões como “meninas não podem”.

Para a comediante Ellen Degeneres, a apresentadora Queen Latifah, as cantoras Kate Perry, Janelle Monae e Pink e a jogadora de hóquei Becky G cada “não” pode ser uma oportunidade para uma garota mostrar que pode, sim, ser o que quiser: engraçada, forte, dona do seu próprio negócio.

Lembrou de alguma campanha que aborda a equidade de gênero? Comente aqui embaixo, que a gente adiciona na lista!

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da AdNews.