Ronaldo pede desculpas por fracasso na Libertadores

Neste ano, Ronaldo foi apontado como principal vilão pela eliminação precoce do Corinthians na Libertadores

São Paulo – O atacante Ronaldo pediu desculpas à torcida corintiana, sob lágrimas, por ter fracassado duas vezes na tentativa de levar o time a conquistar pela primeira vez o título da Libertadores durante a entrevista coletiva em que anunciou a sua aposentadoria do futebol aos 34 anos. Em 2010, a equipe parou nas oitavas de final ao ser superada pelo Flamengo. E neste ano o time foi eliminado na fase preliminar, derrotado pelo Deportes Tolima, da Colômbia.

“Quero agradecer ao presidente [do Corinthians, Andrés Sanchez] e pedir desculpas publicamente por ter fracassado no projeto Libertadores. Dizer que você é meu irmão, que a história aqui foi linda, maravilhosa e continuarei ligado e vinculado ao clube da maneira que você quiser, presidente. Vocês vão me ver no estádio torcendo pelo Corinthians”, afirmou.

Neste ano, Ronaldo foi apontado como principal vilão pela eliminação precoce do Corinthians na Libertadores, que causou protestos violentos de parte da torcida. A derrota na Colômbia por 2 a 0, no dia 2 de fevereiro, foi, inclusive, a última partida profissional do atacante.

“Gostaria de agradecer em especial ao torcedor do Corinthians porque eu nunca vi uma torcida tao empolgante, apaixonada, tão entregue a um time de futebol. É certo que algumas vezes essa cobrança por resultados faz dessa torcida um pouco agressiva, fora do controle. Mas eu disse outras vezes que não me imaginava ter vivido sem o Corinthians”, disse.

Após torcedores apedrejarem o ônibus do Corinthians no dia 5 de fevereiro, Ronaldo descartou antecipar a sua aposentadoria do futebol, prevista para o final de 2011, quando se encerraria o seu contrato. O atacante, porém, voltou atrás na sua decisão, mas garantiu que o encerramento da sua carreira não tem qualquer relação com os protestos. As dores e o hipotireoidismo, de acordo com o agora ex-jogador, foram as principais razões da aposentadoria. “Em nenhum momento eu pensei nisso. Os protestos jamais podem ser violentos. Não levei em consideração esses protestos para tomar essa decisão”, comentou.