Rio 2016: não-patrocinadores proibidos de usar 17 palavras

Comitê Olímpico adverte marcas não-patrocinadoras sobre os termos que elas não poderão usar em qualquer campanha ou post durante os Jogos Olímpicos

*atualizado em 29/7/2016, às 18h

São Paulo – A primeira regra da Olimpíada é: você não fala sobre a Olimpíada.  

Com os jogos do Rio se aproximando, o Comitê Olímpico dos EUA, lembrando as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI), advertiu diversas marcas sobre o uso dos Jogos em campanhas.

A advertência: quem não for patrocinador oficial da competição, não poderá usar diversos termos relacionados ou com marca registrada.

Ou seja, nenhuma marca não-patrocinadora poderá surfar na onda dos Jogos e usar termos olímpicos ou citar a Olimpíada em alguma campanha. 

Nem mesmo em um simples tweet. Marcas também não poderão falar sobre placares ou até mesmo dar um retweet em um canal oficial dos Jogos.

O COI ameaça tomar medidas legais caso alguma marca não respeite o aviso. Por exemplo, as hashtags #Rio2016 e #TeamUSA estão fora dos limites. 

Marcas patrocinadoras, como Coca-Cola, McDonald’s e P&G, pagam estimados 100 milhões de dólares pelo privilégio de ter sua marca associada aos Jogos e exposta durante o evento. 

Eis os termos e palavras proibidos:

1. Termos banidos em qualquer condição

– Olimpíada, Olimpíadas, Olímpico;

– “Citius. Altius. Fortius.” (é o mote olímpico, que significa “Mais rápido. Mais alto. Mais forte.”); nenhuma tradução será permitida;

– Rio 2016 ou Rio de Janeiro 2016;

– #Rio2016;

– #TeamUSA.

2. Termos proibidos quando se referem diretamente aos Jogos Olímpicos

– esforço;

– vitória;

– performance;

– jogos;

– ouro, prata, bronze;

– medalha;

– patrocinadores.

Ainda há uma série de variantes e expressões, como “Road to Rio”, “Road to Tokyo” e “Tóquio 2020”.

Aqui há uma série de explicações sobre como marcas e veículos de imprensa podem falar da Olimpíada.

Segundo Lisa Baird, diretora de marketing do comitê olímpico dos EUA, essa carta do COI é enviada às marcas porque muitas delas patrocinam atletas, de modo individual, que estarão nos Jogos.

Mas isso não as libera para usar imagens e termos sobre a Olimpíada. 

Esse período de “proibição” começou ontem (28) e vai até três dias após o fim dos Jogos. 

Os meios de comunicação, claro, estão livres desses termos e poderão citar os Jogos em suas notícias e reportagens. 

Regra 40

Uma antiga polêmica gira em torno da regra 40 do COI, que proíbe marcas “não-oficiais” que patrocinam atletas específicos de aparecerem durante os Jogos, citarem suas parcerias etc.

Claro, é bem frustrante, para uma marca que investiu pesado durante anos em um atleta de ponta, se tornar “invisível” no momento da vitória.

Este ano, pela primeira vez, o COI flexibilizou a regra, permitindo que marcas interessadas criassem uma única campanha para falar de seu patrocínio a um atleta. 

Mas a condição é que essa peça, única, fosse veiculada desde março e até durante os jogos, sem parar. 

Em entrevista à ESPN, Lisa Baird, do comitê americano, deu um exemplo da “injustiça” das marcas que tentam se aproveitar dos Jogos:

“Os atletas podem dizer de modo genérico, ‘Obrigado ao meu patrocinador’, durante os Jogos. Mas uma empresa que vende bebidas isotônicas para atletas não pode fornecer seu material e depois postar algo sobre os Jogos. Eles não estão fazendo nada além de usar a Olimpíada para vender sua bebida”.

Ela não deu nomes, mas dá para imaginar sobre qual marca ela falava…

Os donos da bola

Eis as marcas que patrocinam os Jogos, como mostra o site oficial do Rio 2016: 

Marcas que patrocinam a Olimpíada do Rio: COI chamou a atenção de  (Reprodução)