Estratégias devem envolver mídias digitais, diz Simon Clift

Executivo foi o primeiro palestrante da quarta noite da 24ª Semana Internacional da Criação Publicitária

São Paulo – A importância do meio digital e a mudança de comportamento do consumidor deram o tom da palestra do sócio-diretor da Touch Branding e membro da Comunidade Criativa da Berlin School of Creative Leardership, Simon Clift.

O executivo foi o primeiro palestrante da quarta noite da 24ª Semana Internacional da Criação Publicitária, que está sendo realizada em São Paulo.

Clift, que atuou durante 30 anos, na Unilever, destacou em sua apresentação a relevância dos meios digitais em qualquer estratégia de marketing.

Segundo o executivo, muitos casos comprovam que nem sempre um investimento alto, por si só, é sinônimo de sucesso. O retorno com a internet, porém, tem sido tão alto que tem conseguido mudar regras de investimento em todo mundo.

Apesar disso, ele lembra que muitos executivos de grandes empresas e marqueteiros ainda tem resistência em entender a importância desse meio e continuam destinando a maior parte de suas verbas para a televisão.

Segundo ele, antigamente, era muito mais fácil comunicar, pois havia um meio estático, que gerava um comportamento semelhante no telespectador. Atualmente é preciso ententer a web como um veículo que está em constante mutação.

“Antes, a comunicação era de cima para baixo, agora é mais democrática e o consumidor tem muito mais oportunidade e mais transparência no que está assistindo”.

O executivo afirma que nunca a criatividade foi tão importante como hoje e e é exatamente o consumidor que estabelece a pauta que vai ser discutida pelas empresas. Por isso, ele diz que é muito importante ficar atento ao que consumidor está buscando. Segundo Clift, mesmo com verba pequena é possível fazer um bom trabalho.


Alegria e criação

Gáston Bigio, diretor regional de criação para a América Latina da Ogilvy & Mather, foi o segundo palestrante. O publicitário falou sobre a importância de trabalhar com alegria para se conseguir bons resultados.

Destacou a diferença entre ideias e criações e disse que deve estar no DNA de qualquer profissional querer realizar, fazer acontecer.

Para o diretor, criar é um exercício ativo e pode acontecer a qualquer momento. Ele ressalta que o cliente quer, acima de tudo, que a agência serja original e criativa e traga soluções. 

Bigio diz que o processo de criação, começa muito antes de criar. Ele conta que é preciso ententer o negócio para oferecer ideias criativas.

Para ilustrar a apresentação, ele mostrou cases da agência, como o feito para a Jac Motors, por exemplo, quando a equipe da Ogilvy foi até o Chile conhecer o carro, antes de apresentar seu trabalho no processo de concorrência.

O publicitário ainda falou da necessidade de usar a tecnologia como aliado e da importância da web como parte da estratégia, mas disse que muitas ideias também surgem e não precisam de nenhuma outra ferramenta.