Reino Unido proíbe anúncios sexistas e que reforçam estereótipos

Órgão que regula publicidade mirou em anúncios que reforçam estereótipos de gênero e impõem padrões de beleza

São Paulo – A partir de 2018, nenhuma campanha que reforça estereótipos de gênero será tolerada no Reino Unido.

A ASA (Advertising Standards Authority), órgão que regula a publicidade no Reino Unido (semelhante ao Conar brasileiro), anunciou na última semana a decisão histórica.

Qualquer peça publicitária que traga estereótipos ou conotações sexistas serão automaticamente proibidas.

O órgão explicou que um comercial que mostrar, por exemplo, uma mulher varrendo a casa enquanto um homem está sentado vendo televisão, dando a entender que ambos cumprem suas únicas e obrigatórias tarefas e que nada pode ser mudado, estará contra as diretrizes.

Campanhas que reforçam conceitos como “coisas de menina” e “coisas de menino”, novamente reiterando papéis inflexíveis, também não estarão de acordo.

Outros anúncios que serão alvos dessa nova investida são aqueles que costumam retratar modelos muito magras e que criam padrões bizarros de beleza para garotas e mulheres.

A hiperssexualização das mulheres também está na lista de coisas a serem combatidas.

Para o órgão, campanhas que reforçam o sexismo e os padrões sobre gênero e corpo limitam o poder de decisão de crianças e jovens adultos, que acabam manipulados.

A ASA trabalhou por dois anos no relatório que resultou nas novas diretrizes.

No dia 18, após a publicação do relatório, o órgão irmão da ASA, o UK Advertising Codes, anunciou que estabeleceria as regras dos novos padrões da publicidade local.

Tudo começou com uma polêmica de um anúncio que falava sobre o “corpo de praia”, trazendo uma mulher em trajes mínimos. Espalhadas pelo metrô londrino, as imagens trouxeram indignação.

O órgão costuma trabalhar intensamente para evitar qualquer anúncio abusivo em terras britânicas.

Já sofreram proibições, por exemplo, anúncios de Yves Saint Laurent, Miu Miu, e Rimmel.