Perucas de funcionários do Extra causam polêmica na Black Friday

Nesta sexta, caixas do supermercado Extra vestiram perucas crespas em uma incerta alusão à tradução da palavra “black” para o português

O “blackface” é uma técnica de maquiagem na qual pessoas brancas se pintam de preto para estereotipar características físicas dos negros e representa-las de maneira caricatural, reforçando o racismo.

Usada durante todo o século XX no teatro, cinema e publicidades, o método expõe a maneira racista como diversas pessoas veem o negro.

Tida como algo restrito ao passado, a recorrência dessa representação mostra que ela, infelizmente, ainda não ficou para trás e novos casos demonstram que ainda há gente que não reviu os seus preconceitos.

Usuários das redes sociais dizem ter visto o último fato deste tipo na unidade do supermercado Extra, pertencente ao Grupo Pão de Açúcar, para comemorar o Black Friday nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, caixas do local, que estava todo decorado para a data, vestiram perucas crespas em uma irresponsável e incerta alusão à tradução da palavra “black” para o português.

Estarrecida com o que viu, a usuária Cristiane Alves defende que “caricaturar pessoas negras é mais uma ferramenta de opressão. Estas atitudes são abusivas e nos ridicularizam. Homens e mulheres negros ouvem inúmeras ofensas sobre seus cabelos. Ouvimos piadas, somos discriminados, não somos contratados por muitas empresas porque não temos um cabelo comportado. Esse tipo de atitude é engraçada pra quem?”, pergunta a ativista e comunicadora.

Preocupadas com o que ocorria, algumas mulheres avaliaram e questionaram a página oficial da rede.


Procurada pelo Adnews em diversos canais, a marca não se comunicou até o momento sobre o ocorrido em nenhum deles.

Atualização

O Grupo Pão de Açúcar emitiu nota oficial sobre o ocorrido:

“A rede esclarece que não houve qualquer orientação para a iniciativa retratada e que o caso apontado foi uma ação particular e pontual ocorrida em uma de suas unidades. Assim que tomou conhecimento, solicitou sua interrupção imediata. A loja lamenta pelo ocorrido e desculpa-se por qualquer ofensa causada. A rede reitera que segue diretriz estratégica da companhia para uma conduta de combate a todo e qualquer tipo de discriminação, promovendo a inclusão de todos os públicos em seu conceito mais amplo. Isso é reiterado pelo compromisso assumido internamente no seu Código de Ética e publicamente com a Coalização Empresarial de Equidade Racial e de Gênero”.

Esse conteúdo foi originalmente publicado em AdNews.

Comentários

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  2. Alex Oliveira

    O brasileiro vê coisa em todo lugar, e se um negro caracterizar de branco? Teria alguma ladainha? o preconceito está nas pessoas que procuram cabelo em ovo para sair como “oprimido” hoje ao fazer um festa e fico até com receio de colocar no convite traje “Black Tie” e ser chamado de racista. Sejamos inteligentes ao separar uma discriminação racial e uma caracterização.

  3. Sandra Lymah

    Olha, eu sou negra e acho q ñ é o brasileiro mas a maioria dos negros q estão cada vez mais racistas!! Eu ñ me sinto oprimida, ñ faço ladainha!! Sou a favor de um dia de consciência HUMANA!!! Esse negócio de ser militante ñ era na ditadura?? Cada coisa q se vê!! Negros dizendo q “cotas” é uma conkista?? Pra mim tá chamando de burro!! Desculpa, é muita coisa q eu ñ preciso!!