Para brasileiras, marcas precisam se inspirar mais na realidade

Em pesquisa da consultoria Kantar, 62% das entrevistadas gostariam de se ver representadas em situações reais do dia a dia

São Paulo — Uma pesquisa da consultoria de Kantar perguntou para 2.000 brasileiros o que as marcas podem fazer para representar melhor as mulheres.

Para 61% deles, independentemente dos gêneros feminino e masculino, elas precisam tratar as mulheres com respeito e precisam ouvir e por em prática as opiniões delas.

Além disso, 62% das entrevistadas gostariam de se ver representadas em situações reais do dia a dia. Apenas 48% dos homens concordaram com essa afirmação. “Isso mostra que o público masculino ainda gosta de ver uma mulher idealizada”, afirma Valkiria Garré, presidente de insights da Kantar.

Foi perguntado também quais setores impulsionam mais para a igualdade entre homens e mulheres. Para mais de 60% dos brasileiros os setores de beleza e moda estão fazendo o seu papel em impulsionar a igualdade entre esses dois gêneros. Já o setor automobilístico e as cervejarias ainda precisam melhorar o seu trabalho – menos de 45% dos entrevistados acreditam que eles estão fazendo sua parte nesse sentido.

Para se conectar com as mulheres as marcas precisam não apenas pregar a diversidade, mas também seguir esses preceitos internamente. “É importante trazer as mulheres a bordo de toda a empresa para que a própria equipe possa ter empatia com as mulheres consumidoras. Isso se aplica especialmente às comunicações: trabalhar na construção de comunicações criadas por mulheres, para mulheres. Então é muito importante terem mulheres em cargos de liderança”, afirma Valkiria.

A executiva também dá dicas de como as marcas podem atuar:

– Dê visibilidade às mulheres que tinham sido esquecidas o intencionalmente excluídas da história

– Crie conexões na vida real entre mulheres verdadeiras e diversas

– Vá além da diversidade mostrando casos existentes de mulheres empoderadas que possam servir de inspiração para outras

– Mostre as mulheres tal e como elas são, sem julgamentos e nem censuras sobre como deve ser o seu comportamento

– Amplifique as vozes daquelas que estão mudando o mundo com novos pensamentos e visões

– Dê o poder para as próprias mulheres transformarem aquilo que é verdadeiramente importante para elas, quebrando os tabus e ignorando as convenções de categoria para inovar de verdade.

“Marcas que abraçam a pluralidade da mulher acabam se conectando emocionalmente com esse público, criando uma resposta mais positiva às suas comunicações”, afirma.