Museu incentiva visitantes a trocarem câmeras por desenhos

O Rijksmuseum de Amsterdã criou um programa onde ninguém pode fotografar as obras de arte. No lugar do iPhone, eles dão papel e lápis para todo mundo desenhar

São Paulo – O Rijksmuseum, em Amsterdã, é um dos museus mais famosos e visitados da Europa. Em suas salas, repousam clássicos de Vermeer, Rembrandt e Van Gogh.

Recentemente, a equipe do museu percebeu o quanto os celulares estavam atrapalhando a experiência dos visitantes diante das obras de arte.

“Visitar um museu na era dos smartphones e das mídias sociais é sempre uma experiência passiva e superficial. Os visitantes são distraídos com facilidade e não experenciam, de verdade, a beleza, a mágica e o maravilhoso”, o museu escreveu.

Para tentar resolver o problema, eles criaram uma campanha que incentivava o desenho e a observação atenta no lugar da fotografia fácil e vulgar de um iPhone.

No fim de semana dos dias 24 e 25 de outubro, ninguém pôde fotografar as obras. Com a campanha “The Big Draw”, quem passou por lá ganhou papel e lápis profissionais para desenhar e rascunhar obras de arte.

A ideia, segundo eles, era “descobrir e apreciar a beleza da arte e da história pelo desenho”.

“Você vê mais quando desenha” foi o lema da campanha. 

A ideia deu tão certo que o Rijksmuseum acabou criando o “Drawing Saturday”: todo sábado, agora, é dia de deixar o smartphone no bolso e se aventurar no desenho – sempre por conta da casa.

A equipe do museu fez questão de frisar sempre aos participantes que a ideia é tentar e se divertir, sem se preocupar com o resultado final.

Nas redes sociais do museu, já é possível ver muitas pessoas sentadas e concentradas. Cada um dedicado no seu próprio caderno de desenho.

O museu também divulgou um vídeo da campanha e seus resultados até agora: