GoT rende publicidade de US$ 2,3 bi à Starbucks (e copo nem era da marca)

Sem gastar nenhum centavo, gigante norte-americana levou a melhor com a gafe da série da HBO

São Paulo – Um copo de café semelhante aos da gigante norte-americana Starbucks posicionado numa mesa onde a Mãe dos Dragões (Daenerys Targaryen), cavaleiros e guerreiros bebem de taças e chifres de animais roubou a cena no episódio de Game of Thrones (GoT) no último domingo.

Com olhos de águia, os fãs da série medieval da HBO notaram a incongruência da cena e não deixaram barato. A gafe da produção gerou milhares de memes e menções na internet e chegou a entrar para os trending topics do Twitter. 

Discretamente, a HBO assumiu o erro, corrigiu o episódio com uma edição “mágica” e negou que se trate de uma investida de “product placement”, estratégia de marketing que se vale da inserção de mensagens publicitárias de forma sútil em determinado  conteúdo. Até porque, acredite, o copo nem era da Starbucks, mas de um serviço de lanches interno da produção.

Mesmo assim, a marca de café levou a melhor com o “buzz” gerado nas mídias sociais, e sem gastar nenhum centavo por isso. 

Pelos cálculos da agência de marketing Hollywood Branded, o valor comercial aproximado de toda a comoção em torno do “copo da Starbucks” foi de US$ 2,3 bilhões. O cálculo levou em conta o valor hipotético que a rede teria que desembolsar para anunciar em um programa com a audiência de GoT, série de maior sucesso da HBO, e também as mais de 10,5 mil menções à rede de café americana e à série, que foram contabilizadas na internet, transmissões de rádio de televisão, pela agência de PR Critical Mention.

Não havia possibilidade da gafe passar incólume pelos expectadores. A 8º e última temporada de GoT estreou dia 14 de abril e já ultrapassou a média global de audiência de todas as séries de TV lançadas nos últimos quatro anos, segundo dados da empresa de análise de mídia televisiva Parrot Analytics, em parceria com o Guinness World Records.

Praticabilidades à parte, o sucesso da publicidade gratuita só foi possível pela força da marca Starbucks, que é lembrada mesmo no “escuro” de um cenário medieval.