Mercado Livre lança campanha para criticar os Correios

Na interação, os vendedores da plataforma foram incentivados a escreverem em letras garrafais em seus pacotes #FreteAbusivoNão

Para os que compram pela internet, não é nenhuma novidade que o preço torne-se mais elevado pela taxa do frete. Muitas vezes, o valor se torna tão absurdo que os clientes desistem de suas compras, e foi pensando nisso que o Mercado Livre criou a campanha que leva o nome #FreteAbusivoNão.

A ação não é nova, mas o filme de divulgação foi lançado recentemente. Na interação, os vendedores foram incentivados a escreverem em letras garrafais em seus pacotes #FreteAbusivoNão.

O resultado obtido foi uma divulgação pouco custosa e que chegou a milhares de brasileiros por meio da melhor forma: suas próprias encomendas.

Confira o vídeo abaixo.

Nota dos Correios a EXAME:

“Esclarecemos que a ação #FreteAbusivoNão nunca teve participação dos Correios, nem foi divulgada ou incentivada pela empresa. Em março de 2018, quando foi lançada a campanha, os Correios, baseados no artigo 13 da Lei nº 6.538/78 (Lei Postal) já haviam orientado seus clientes que não aceitariam a postagem de encomendas com a referida hashtag.

Cabe esclarecer que os Correios, embora não detenham o monopólio de encomendas no Brasil e concorram com mais de 200 empresas, ocupam a liderança no mercado, especialmente em razão de sua capilaridade e seus preços competitivos.

A parceria com o e-commerce brasileiro é de extrema importância para os Correios que oferecem, inclusive, pacotes de benefícios exclusivos para os marketplaces brasileiros, viabilizando a atividade de inúmeras micro, pequenas e médias empresas que vendem pela internet.

A respeito da liminar abordada no vídeo, a empresa esclarece que ela foi suspensa, o que confirma que a legalidade do reajuste praticado pelos Correios à época.

Por fim, causou estranheza o fato do site de notícias Adnews e um veículo respeitado como a revista Exame não terem procurado os Correios para buscar sua versão dos fatos, contrariando um dos princípios básicos do jornalismo, que é ouvir todos os lados. Ao divulgar a notícia sem apurar os fatos, ambos estão prestando um desserviço a seus leitores e à sociedade.”

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Comentários

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  1. Lucio Valentin

    Matéria sem fundamento.
    Jamais os Correios permitirão esse tipo de propaganda. A pessoa mais informada sabe que o Mercado Livre também está ganhando em cima do frete. O Correio dá um desconto enorme nesse contrato, assim como qualquer empresa conveniada. O Mercado Livre não repassa esse desconto, aumenta o valor e joga a culpa para os Correios.
    Caso alguém queira confirmar, é só fazer a simulação do frete no Mercado Livre e a simulação em uma agência própria dos Correios.
    Não faça esse tipo de propaganda!
    Normalmente o procedimento é recusar a postagem dessas encomendas.

  2. O texto é tão de quinta categoria que o site não informa nem o nome do responsável pela matéria (nome da pessoa), se limitando a informar o site originário da informação, que é o ADNews. Pesquisando no referido site o que se verifica é que a matéria foi feita por uma estagiária contratada em julho de 2018 (ou seja, com vasta experiência de 1 mês). Aí me pergunto: onde está a credibilidade que a Exame já teve, quando passa a ser tão pouco crítica em relação aos conteúdos que veicula, agindo apenas como mero replicador de matéria mal feita?
    A matéria em questão nos faz ver que o mercado editorial atualmente definha não apenas pela crise no segmento impresso, mas principalmente pela falta de senso crítico de muitos profissionais, seja pela falta de qualidade do conteúdo, quanto pela falta de qualidade da escrita, já que hoje é muito mais comum encontrar erros de escrita, do que era há anos atrás, como se não houvesse mais revisores, indicando que a pressa pra chamar atenção na Internet se tornou muito mais importante do que dizer a verdade.