Computador cria um novo ‘original de Rembrandt’

Campanha da ING e da Microsoft usou da tecnologia para criar um quadro de Rembrandt, como se o pintor ainda estivesse vivo

São Paulo – O mestre holandês da pintura Rembrandt van Rijn morreu há muito tempo, em 1669. Mas a sua mais nova criação data de 2016. Quer dizer, a sua “nova criação”. Entre aspas.

Um projeto criado entre a ING (uma instituição financeira holandesa) e a Microsoft usou de alta tecnologia e incríveis programas de computador para criar um “original de Rembrandt”.

A ideia era prestar uma homenagem às artes dos Países Baixos. Claro, o quadro não é dele. Mas é como se fosse. É uma pintura “provável”.

O projeto analisou milhares de trabalhos de Rembrandt, seu estilo e técnicas. Uma equipe de engenheiros se uniu a uma equipe de especialistas em arte.

346 pinturas foram escaneadas em alta resolução. Depois, centenas de milhares de fragmentos foram analisados em cada mínimo detalhe.

Todos os rostos dos retratos feitos por Rembrandt foram analisados por algorítimos. A ideia era descobrir o padrão de proporções e formatos.

Com tamanha data base, foi possível chegar à “média” dos retratos do pintor: homem, entre 30 e 40 anos, branco, de barca, olhando para a direita.

Transformando as pinceladas, cores e ângulos do artista em números e dados, foi “fácil” reproduzir sua técnica.

Uma impressora 3D pintou o novo quadro. Sim, 3D. Pois até as telas fogem do plano perfeito. As camadas de tinta e as pinceladas criam um delicado relevo, variando em frações de milímetros.

O resultado impressiona. Se disposto em um museu, certamente o público reconheceria o quadro como um autêntico Rembrandt.

A criação foi da JWT Amsterdam.

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