Com economia ruim, metade dos brasileiros deixou de comprar algo em 2018

Segundo pesquisa, 70% dos que desistiram de comprar algo ano passado vão realizar a compra em 2019

São Paulo – Em 2018, metade dos brasileiros deixou de comprar alguma coisa que estava nos planos por causa da economia cambaleante. Um novo levantamento da agência de pesquisa Hello Research descobriu que 52% desistiram de alguma aquisição sonhada e planejada.

As desistências foram maiores na região Norte (62% desistiram de comprar algo), entre a classe C (54% de desistência) e na faixa de consumidores entre 35 e 44 anos (58% de desistência).

Para 2019, os brasileiros demostraram mais otimismo diante da pesquisa. Destes que desistiram de comprar algo no ano passado, 70% afirmaram que vão realizar tal compra em 2019. O único porém é que as expectativas estão mais baixas. Nem todo mundo que desistiu de comprar um carro, vai comprar um veículo este ano, por exemplo.

Em 2018, a metade do País que desistiu de uma compra disse que havia desistido de comprar um carro ou moto (28%) ou um eletrodoméstico linha branca (27%). Eram os dois itens que mais tinham ficado apenas no papel. Depois vinham as desistências de quem queria comprar um smartphone (23%). roupas e sapatos (19%), móveis e objetos de decoração (18%) e televisor (15%).

Agora, os itens que serão “finalmente adquiridos” em 2019 são, primeiro, roupas e sapatos (27%), smartphone (18%) e eletrodomésticos linha branca (17%). Produtos bem mais acessíveis que um carro 0km. O segmento mais entusiasmado é o dos jovens até 24 anos: 81% disseram que vão realizar sua compra este ano.

Entre as marcas mais desejadas em 2019, estão Samsung (marca mais desejada entre quem vai comprar uma televisão ou um notebook/computador), Arno (entre quem vai comprar um eletrodoméstico portátil), Consul (entre quem vai comprar um eletrodoméstico linha branca) e Natura (entre quem vai comprar produtos de beleza).

Metodologia

A pesquisa foi feita com 1326 pessoas, em 72 municípios das cinco regiões do País, com amostra probabilística a partir do Censo 2010. Foram contempladas todas as classes sociais e consumidores de 16 anos ou mais.