Café-da-manhã e Homem-Aranha ajudam Burger King a lucrar

Promoções matinais e brindes colaboraram para a rede de sanduíches alcançar ganhos de US$ 36 milhões, no quarto trimestre fiscal

As recentes estratégias da gigante americana de fast-food Burger King de oferecer café-da-manhã a preços populares e de manter as lojas abertas até o horário da madrugada, nos Estados Unidos, além de oferecer brindes ligados ao filme “Homem-Aranha 3”, inclusive no Brasil, ajudaram a empresa a reverter os resultados financeiros negativos. Em balanço divulgado nesta sexta-feira (24/08), a companhia – segunda maior do setor no mundo todo, atrás apenas do McDonald’;s – anunciou ter obtido lucro de 36 milhões de dólares, no seu quarto trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho, ante um prejuízo de 10 milhões de dólares, no mesmo período do ano passado.

De acordo com o jornal americano Wall Street Journal, o executivo-chefe do Burger King, John Chidsey, informou que o aumento de vendas nos Estados Unidos e no Canadá, de 4,4% e 4,8%, respectivamente, foram puxados pelos ganhos no período da manhã e pelas vendas após o horário tradicional de jantar. Esse aumento correspondeu ao lançamento de opções mais baratas de café-da-manhã, desde fevereiro, e à política da rede, que funciona pelo sistema de franquia, de estimular os restaurantes a manterem as portas abertas pelo menos até meia-noite, numa batalha aberta com os concorrentes McDonald’;s e Wendy’;s pelos clientes da madrugada. Até maio de 2007, 60% das lojas do Burger King em territórios americano e canadense já haviam aderido ao novo horário noturno.

O Homem-Aranha, por sua vez, foi lembrado pelo executivo-chefe ao destacar que a associação entre os lanches da marca e o herói, em lojas do mundo todo, colaboraram para o resultado positivo. No Brasil, a empresa lançou em maio – quando o terceiro filme baseado nas histórias em quadrinhos estreou nas telas do cinema – um sanduíche temático e uma linha de bonecos colecionáveis dos personagens.

Esse aumento na demanda ajudou o Burger King a elevar sua receita de 533 milhões de dólares, no quarto trimestre fiscal fechado em 2006, para 590 milhões, no mesmo período de 2007. A expansão se refletiu em faturamento maior também no ano fiscal. Foram 2,23 bilhões de dólares, nos doze meses encerrados em junho deste ano, aumento de 9% em relação ao período anterior. A conta surpreendeu positivamente os próprios executivos da empresa, que haviam previsto crescimento de 7%. Para os acionistas, o faturamento corresponderá a ganhos de 26 centavos por ação.