As marcas mais lembradas (ou não) depois da Copa do Mundo

Dois novos estudos mostram as marcas que se deram bem durante e depois da Copa do Mundo

São Paulo – A Copa já passou e certas coisas jamais serão esquecidas (é preciso falar mesmo do jogo contra a Alemanha?).

Mas será que as marcas que patrocinaram o evento ou estiveram ligadas a ele também já foram esquecidas? Ou pior: se prejudicaram com a derrota?

Dois novos estudos mostram que as coisas, no fim, se saíram bem para a maioria dos departamentos de marketing.

1. As mais lembradas

Uma nova pesquisa da Hello Sports, em 70 cidades, mostrou que muitas marcas parceiras e patrocinadoras da Copa ainda são lembradas. Já outras caíram no esquecimento dos brasileiros.

Pouco mais de um mês após o fim do evento, a Coca-Cola é a mais lembrada: foi citada por 39% dos entrevistados.

A agência de marketing esportivo também comparou a pesquisa que tinha feito em junho de 2013, um ano antes da Copa (mas já com os patrocínios definidos pela Fifa), com a pesquisa de agora.

A Coca foi a mais citada em ambas. Curiosamente, a Nike foi a segunda mais lembrada nas duas ocasiões: por 18% dos brasileiros em 2013 e por 23% agora.

O único problema é que a Nike nunca foi parceira da Fifa na Copa. Foi sua rival Adidas quem entrou em campo e até levou as bolas, a Brazuca.

Para o presidente da Hello Sports, Davi Bertoncello, a confusão é justificável: “A Nike é lembrada por ser fornecedora oficial de material esportivo de muitas seleções, em especial, da Seleção Brasileira. Além disso, existe muita confusão por parte dos consumidores em geral, que não conseguem diferenciar plenamente um patrocinador oficial da Copa de um patrocinador oficial da seleção brasileira de futebol”, explica.

Segundo Bertoncello, as marcas, sendo mais ou menos lembradas, ganharam com a Copa:

“O sucesso do evento foi muito comemorado entre as marcas patrocinadoras. Inclusive a própria Adidas, que teve um crescimento (em associação de imagem de marca) avassalador entre as duas tomadas da pesquisa”.

Em 2013, apenas 10% citou a marca. Agora, 20% a citaram.

Gafes

Outras gafes: O Itaú é citado por 14% depois da Copa. Ok, correto. Mas 12% citam a Caixa, 11% o Banco do Brasil e 9% o Bradesco. Esses três bancos nada tiveram a ver com a Copa em termos de patrocínio.

Outras marcas, inclusive as parceiras (as “principais” para a Fifa, em relação aos demais patrocinadores), não foram lembradas nem antes da Copa e nem agora: Emirates, Sony, Castrol…

A Budweiser é outra a lamentar: não foi citada, enquanto Skol e Brahma, que não eram patrocinadoras, foram citadas.

A Oi também viu sua rival TIM ser citada, enquanto ela ficou no esquecimento.

2. Saldo positivo

Uma outra pesquisa pós-Copa, do Ibope Inteligência, também mostrou que as marcas ganharam com o evento e foram bem lembradas, apesar do inesquecível 7 a 1.

O estudo analisou tanto as marcas que patrocinaram o evento quanto àquelas parceiras da CBF e também aquelas que não eram patrocinadoras.

Todos ganharam

Todas elas melhoraram a sua média de associação com sentimento positivos entre abril e julho, ou seja, antes e depois da Copa.

Todas as oito patrocinadoras da Copa, como McDonald’s e Budweiser ganharam: 65% as associavam a coisas boas em abril. Com a Copa, essa porcentagem cresceu 6%.

Já 68% simpatizava com as patrocinadoras da CBF, como Nike, Vivo e Sadia. Depois da Copa, essa taxa cresceu quatro pontos, mesmo com a enxurrada de críticas ao time e à entidade após a eliminação diante da Alemanha.

Covardia?

Aquelas marcas que pararam de anunciar após a eliminação da Seleção Brasileira foram vistas negativamente pela população. 41% disse que não deveriam ter parado de anunciar, sim ter criado novas campanhas, adaptadas para o cenário de derrota.

Já 5% dos entrevistados foram diretos: chamaram essas marcas de covardes. 43% considerou que quem manteve a campanha ou criou outra se mostrou fiel à Seleção e merecia admiração.