Ação dos Jogos Paralímpicos derruba preconceito em academias

Câmeras escondidas mostram julgamentos dando lugar a admiração por atletas paralímpicos

São Paulo – Durante uma semana, Vinícius Rodrigues, promessa do atletismo nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a judoca Lúcia Teixeira, prata em Londres 2012, e Luciano Dantas, halterofilista bronze no Parapan de Toronto 2015, visitaram algumas academias do Rio de Janeiro para um treino especial.

A reação dos frequentadores foi registrada por câmeras escondidas.

Criada pela Ogilvy Brasil, a campanha de engajamento para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 precede a abertura dos pedidos de ingressos e registra esta ação com três atletas Paralímpicos no Rio de Janeiro.

O vídeo será lançado através dos canais digitais do Rio 2016, com audiodescrição e legendas disponíveis para deficientes visuais e auditivos.

Assim que os atletas Paralímpicos colocaram em prática suas habilidades, a surpresa positiva foi tomando conta.

O jovem com prótese começou a correr a mais de 23 km/h na esteira com facilidade, a deficiente visual finalizou a campeã carioca de judô em poucos segundos, e o homem com nanismo levantou sem dificuldade mais que o dobro de seu peso.

A iniciativa dá mostras do impacto que assistir a um atleta Paralímpico em ação pode ter. É uma experiência que supera expectativas e altera percepções.

Bastou um treino para que eventuais olhares preconceituosos ou sentimentos de pena dessem lugar à admiração e ao respeito pelos atletas.

Como define Félix del Valle, diretor de criação executivo da Ogilvy Brasil, que criou a campanha: “Mais do que um experimento social, esta ação é prova de que quando assiste de perto a um desses atletas em ação, você realmente se surpreende”.