4 passos do Google para uma marca fazer sucesso no YouTube

Alexandra Varassin, Brand Solutions do gigante das buscas, elencou requisitos para uma marca ser bem sucedida no site de vídeos

São Paulo – Alexandra Varassin, Brand Solutions do Google, elencou o que, na opinião do próprio gigante das buscas, são os quatro passos para uma marca ser bem sucedida no YouTube.

A explicação foi dada em palestra realizada nesta quinta-feira (11), durante evento promovido pelo Interactive Advertising Bureau Brasil (IAB Brasil), em São Paulo.

Segundo Alexandra, primeiramente é preciso definir sua vocação como marca. “O YouTube mapeou três grandes temas que as pessoas se engajam mais”, diz. 

A profissional cita o entretenimento, a educação e a utilidade como pilares motivadores de engajamento e componentes do que será a vocação da marca.

Segundo a profissional, qualquer vídeo de sucesso da plataforma se adequa a pelo menos um destes três grandes temas.

Para ilustrar, no campo do entretenimento podemos pensar no Porta dos Fundos.

Já como Educação, vale acessar o Manual do Mundo. Quando o assunto for utilidade, pense nas vlogueiras do mundo da maquiagem, como Camila Coelho.

Mas e as marcas? Alexandra cita o exemplo de Volvo para reforçar o tema de aptidão da empresa.

“A Volvo descobriu sua vocação: entreter as pessoas”, explica. “Quando a gente pensa em caminhão, quer coisa mais difícil de fazer entretenimento com isso?”, questiona após exibir o já clássico comercial da marca com Jean Claude Van Damme.

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No campo educativo, até mesmo uma marca pode se adequar. “Claro que é muito mais difícil, a não ser que você seja de fato uma universidade”, diz.

Mas a profissional exibe um case de British Airways que desenvolveu para os internautas, em forma de vídeo, uma espécie de guia de viagens interativo.

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Já quando o assunto é utilidade, ela cita o vídeo de McDonald’s feito para esclarecer por que o lanche servido nos restaurantes é diferente daquele que aparece na publicidade.

“É uma utilidade porque as pessoas querem de fato saber isso. É muito corajoso quando a marca resolve conversar”, explica.

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Depois de descobrir a vocação, é preciso pensar no segundo passo: não impor seu conteúdo.

“As pessoas não querem gente atrapalhando o que elas estão fazendo”, analisa.

Mas como fazer isso? Ela cita o case do banco TD Canada Trust que transformou os caixas eletrônicos em Automated Thanking Machines, num trocadilho com o termo Automated Teller Machine (ATM).

Ou seja, a agência Leo Burnett Toronto fez com que o caixa eletrônico do banco agradecesse os clientes de diversas formas, desde dinheiro a passagens de avião para ver um ente querido.

A ação emocionou milhões de internautas em todo o mundo. “Eu ainda me seguro para não chorar toda vez que assisto. Quem é que não quer interagir com uma marca assim?”, pergunta.

Neste case, explica Alexandra, é preciso observar a sensibilidade da marca de entender o quanto isso é especial para o cliente do banco e também para quem está vendo no YouTube.

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O terceiro passo é abrir espaço para amplificação. “As pessoas que estão no YouTube são criativas. Há um universo de pessoas com tempo e vontade para contribuir com essa comunidade. Abra espaço para que ela contribua”.

Exemplos? A Virgin America convocou talentosos dançarinos que faziam sucesso no YouTube e selecionou alguns dos melhores para estrelarem seu vídeo de segurança.

Isso mesmo, um vídeo de segurança de uma companhia aérea com dançarinos convocados pelo YouTube.

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O quarto e último passo é estar sempre presente quando as pessoas demandarem.

“As pessoas não querem esperar até as 10 horas para ver Mad Men, por exemplo. Você pega um fim de semana e vê uma temporada inteira”, exemplifica citando o caso da Netflix.

Alexandra, aliás, menciona também os casos do Waze e do 99Taxis. São apps e serviços que estão lá quando o consumidor necessita e é isso que a sua marca precisa pensar.