Toscana ou Côte d’Azur? Os novos aluguéis de luxo do Airbnb

O Airbnb Luxe foi lançado nesta terça-feira depois de um longo planejamento, com 2 mil novas ofertas no site

Os dias dos colchões de ar no chão ficaram para trás. O Airbnb agora tem como alvo os super-ricos com uma nova oferta de aluguéis de luxo.

O Airbnb Luxe foi lançado nesta terça-feira depois de um longo planejamento, com 2 mil novas ofertas no site. Os hóspedes agora têm a oportunidade de ficar em algumas das casas mais extravagantes do mundo. Tudo pode ser alugado: desde ilhas inteiras até castelos medievais e mansões enfeitadas com tobogãs e crânios de dinossauros.

O preço inicial de um aluguel de luxo sai por US$ 14 mil por semana – mas pode chegar a US$ 1 milhão por 7 dias em um atol particular perto do Taiti, que inclui 21 bangalôs e uma equipe de 50 pessoas.

Turistas de luxo têm buscado aluguéis de residências de alta qualidade há algum tempo, diz Nick Guezen, diretor global de estratégia de portfólio do Airbnb. Mas o mercado não oferecia segurança suficiente para clientes de alto perfil e super-ricos que buscam privacidade, diz. “Acho que isso é o que estava faltando: a ideia de ‘quero viajar para uma casa de luxo, mas não tenho certeza sobre onde encontrá-la ou em quem confiar’”.

O que não é totalmente o caso, considerando o serviço oferecido pela Onefinestay, da Accor, pela plataforma de aluguel de residências de temporada ThirdHome e pela empresa de aluguel de apartamentos Paris Perfect, todas concorrentes já estabelecidas nesse mercado. E o Airbnb Luxe em si é essencialmente uma marca recauchutada da Luxury Retreats, empresa canadense especializada em imóveis de luxo adquirida pelo Airbnb em 2017 por cerca de US$ 300 milhões. Nenhuma das listagens no Luxe é nova no mercado: a diferença é que agora estão sob o guarda-chuva do Airbnb.

A empresa aposta na força da marca para conseguir uma fatia maior desse mercado.

“As pessoas estão crescendo com o Airbnb”, disse Eshan Ponnadurai, diretor global de marketing de luxo da plataforma. “Alguém que começou com 20 e poucos anos alugando um quarto de US$ 100 por noite e agora está crescendo em afluência pode querer um quarto de US$ 1 mil por noite”.

Em 2017, apenas 36% dos turistas abastados (aqueles com renda acima de US$ 100 mil) pesquisados ​​pela Skift Research relataram ficar em alojamentos alternativos ou aluguéis de casas. Este ano, essa parcela cresceu para 59%.

Muitas das casas são de propriedade de famílias super-ricas, como bilionários e celebridades, diz Guezen. Alguns possuem várias propriedades em todo o mundo e alugam até meia dúzia de imóveis através do site, diz. A fim de proteger a privacidade do anfitrião, os hóspedes não sabem quem é o proprietário e a casa não possui nada que possa identificá-lo, como fotografias ou correio tradicional. A equipe é aconselhada a não divulgar a identidade dos anfitriões ou hóspedes, e cada propriedade tem um seguro padrão de US$ 1 milhão oferecido pelo Airbnb para cobrir eventuais danos. Guezen diz que esses anfitriões super-ricos são incentivados a alugar suas casas de férias não apenas para monetizar seus ativos, mas para garantir que a propriedade esteja sempre funcionando bem para sua própria estadia.