Testamos o novo Apple Watch, que agora começa a ser vendido no Brasil

No geral, o gadget cumpre a função de reunir diversas utilidades, mas passa longe de ser indispensável, principalmente pelo preço: a versão mais simples sai por quase R$ 3 mil

Seguindo a tendência de wearables, a Apple iniciou nesta sexta-feira (16/10) as vendas do novo Apple Watch no Brasil, um ano após seu lançamento nos Estados Unidos. Ele já pode ser adquirido online ou nas lojas da marca em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e outras 19 cidades.

O híbrido vem em duas opções de tamanho, 38 ou 42mm, e pode ser feito de alumínio, aço inoxidável e ouro 18 quilates – os preços variam de R$ 2900 até R$ 135 mil. Além disso, as pulseiras são intercambiáveis e existem em várias cores e materiais: há as mais esportivas, em borracha, mais clássicas, em couro ou aço inoxidável, e mesmo com detalhes em ouro.

Feito para funcionar pareado com um iPhone 5 ou superior, ele apresenta uma série de aplicações já disponíveis no celular: acessar e-mails, mapas, músicas e outras funções. É possível atender chamadas e mesmo enviar mensagens com modelos prontos de resposta. Dentre os aplicativos, alguns dos que chamam mais atenção são os relacionados à prática de exercícios. Com o aparelho, você pode visualizar sua função cardíaca, gasto calórico, velocidade média e até mesmo estabelecer sua meta diária de atividade física. Nada, porém, que vá muito além do que se pode conseguir com aparelhos mais baratos já existentes.

À primeira vista, o aparelho é bonito. As diversas opções de display de hora são atraentes. Pode-se escolher entre mostradores clássicos, alguns mais modernos – que exibem calendário e agenda de compromissos – e até outros mais lúdicos, que mostram a incidência luminosa do sol ao longo do dia, ou mesmo o folclórico Mickey Mouse cujos braços são ponteiros.

(Créditos: Divulgação) (Créditos: Divulgação)

(Créditos: Divulgação) (Getty Images/)

Além disso, o aparelho apresenta funções complementares. Utilizando o relógio, é possível ver no pulso o que entra na área de captura da câmera – o que promete tornar selfies muito mais práticas. Também é possível ativar o celular à distância, para emitir sons em caso de perda, ou mesmo interagir com amigos que também possuem o dispositivo, o fazendo vibrar. Isso torna o produto divertido, embora não revolucionário. A conexão via bluetooth funciona até uma boa distância.

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(Créditos: Divulgação) (City Climate Leadership/)

A interface de uso, com diversos ícones pequenos e arredondados, pode ser problemática. Não é algo simples de se usar enquanto anda e até chega a ser confusa, com todos os ícones misturados. A resposta touchscreen não é perfeita também.

No geral, o Apple Watch cumpre a função de reunir diversas utilidades. É útil, mas passa longe de ser indispensável. Os que mais se beneficiarão dele serão os fãs incondicionais da Apple, que têm os quase R$ 3000 para gastar com um gadget divertido, bonito, personalizável, mas pouco empolgante.