Segway promete a nova geração dos patinetes

Evolução do patinete: Segway com o KickScooter T60, que tem duas rodas dianteiras e vai sozinho à estação de recarga

Fundada em 1999 pelo inventor americano Dean Kamen, a Segway ganhou fama com seus veículos individuais de duas rodas, que respondem à inclinação do corpo do usuário. A empresa ganhou muito dinheiro, mas não exatamente as ruas. Embora suas engenhocas possam ser vistas aos montes em destinos como Praga e Chicago carregando turistas em city tours, muita gente só as avistou transportando seguranças em shoppings ou na companhia de policiais.

E isso apesar do lançamento de modelos mais discretos, como o Ninebot S, com haste menor, e uma série de patinetes, que custam a partir de US$ 549. O sucesso desses últimos como meio de transporte em grandes cidades levou a companhia a dar um passo ousado. No mês passado, a divisão Segway-Ninebot apresentou um novo tipo de patinete, o Kickscooter T60.

A novidade tem duas rodas dianteiras e uma traseira e um modo semi-autônomo que lhe permite voltar sozinho à estação de recarga, desviando lentamente de pedestres, veículos e outros obstáculos – está previsto um monitoramento remoto, com a ajuda de câmeras, para minimizar riscos. Uma mão na roda, portanto, para companhias de compartilhamento de patinetes como a Yellow e a Grin, que precisam sair à cata dos equipamentos espalhados por aí e carregar a bateria de cada um.

Desnecessário explicar a vantagem das três rodas para quem já se esborrachou a bordo de um patinete tradicional. A velocidade máxima, de 20 quilômetros por hora, pode ser reduzida para atender regulações municipais mais severas. Com lançamento previsto para o ano que vem, a novidade deverá custar US$ 1.420. segwayrobotics.com