Rússia busca ao menos igualar desempenho nos Jogos de Pequim

O governo russo já garantiu apoio financeiro em caso de vitória nas Olimpíadas, com polpudas premiações a quem trouxer medalhas

Moscou – A Rússia vai a Londres com uma delegação de 436 atletas e o desejo de conseguir pelo menos duas dezenas de medalhas de ouro para tentar igualar ou superar o desempenho de Pequim, quando conquistou 23.

Essa é a marca estabelecida pelo ministro de Esportes do país, Vitali Mutko, que espera ir além das 72 medalhas de 2008 nas 37 modalidades que os atletas do país disputarão.

”Nossos principais rivais são Grã-Bretanha, Estados Unidos e China”, disse. O político ainda falou que o sucesso russo ”dependerá, em grande parte, da vontade e da sorte” de seus atletas.

A número 1 do tênis mundial feminino e favorita ao ouro, a tenista Maria Sharapova, será a porta-bandeira da delegação russa, a primeira mulher na história do país a receber a honra. Ela é esperança, quatro anos depois que as russas arrebataram ouro, prata e bronze no tênis feminino.

As mulheres são também a maior aposta no atletismo. A saltadora Yelena Isinbayeva aparece como a uma das maiores estrelas e luta para conquistar seu terceiro ouro olímpico, depois de vencer em Atenas e Pequim.

Quem também tem boas chances de subir ao pódio em sua terceira participação olímpica é outra lenda do atletismo russo, Tatiana Lebedeva, de 35 anos, que já conquistou cinco medalhas – uma de ouro, três de prata e uma de bronze.


As mulheres, definitivamente, são destaque entre os russos, tanto que são maioria na delegação de atletismo: 63 dos 104 atletas. ”Buscamos medalha em 16 modalidades: três com os homens e 13 com as mulheres”, declarou à agência ”R-Sport” o presidente da Federação de Atletismo da Rússia, Valentin Balajnichov.

Entre os homens, as melhores chances estão no salto em altura e nas provas de marcha atlética, de 20 e 50 quilômetros.

As mulheres, lideradas por Isinbayeva e Lebedeva, ainda vão buscar medalhas nos 400 metros, nos revezamentos 4x400m, nos 800m e 3 mil metros com obstáculos, lançadores de disco e martelo, afirmou Valentin Balakhnichev.

O governo russo já garantiu apoio financeiro em caso de vitória, com polpudas premiações a quem trouxer medalhas: 100 mil euros (R$ 246 mil) para o ouro, 60 mil euros (R$ 147 mil) para a prata e 40 mil euros (R$ 98 mil) para o bronze.

A história das participações olímpicas da Rússia pós-soviética começou em 1992, quando disputou os Jogos de Barcelona como parte da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), integrada por 12 das 15 repúblicas que faziam parte da União Soviética.

Em Atlanta 1996, já separada dos países vizinhos, conquistou 26 ouros, 21 pratas e 16 bronzes, o que valeu ao país o segundo lugar no quadro de medalhas. Quatro anos depois, em Sydney, veio sua melhor marca, com 32 ouros. Em Pequim, a Rússia foi terceira colocada no quadro de medalhas, ficando atrás de Estados Unidos e China.