Rowling aceita doação do escritório que revelou pseudônimo

Autora de Harry Potter aceitou doação de escritório que revelou seu pseudônimo, usado para escrever o romance policial "The Cuckoo"s Calling"

Londres – A escritora britânica J.K.Rowling aceitou nesta quarta-feira uma importante doação com fins beneficentes do escritório de advocacia responsável por revelar seu pseudônimo, que a autora utilizou para escrever o romance policial “The Cuckoo”s Calling”.

A bem-sucedida criadora da saga de magia Harry Potter havia processado o escritório Russells depois que um de seus sócios, Chris Gossage, revelou à melhor amiga de sua mulher que Roberth Galbraith, autor do livro, era na realidade Rowling sob pseudônimo.

A portadora do segredo contatou dias depois através do Twitter uma colunista do jornal britânico “The Sunday Times”, que provocou um “boom” literário após desmascarar a romancista, o que disparou as vendas do livro no Reino Unido.

Decepcionada após seu pseudônimo ser revelado, Rowling processou Russells por entender que a “total confidencialidade” depositada na empresa havia sido traída.

Nesta quarta-feira, no entanto, a escritora conseguiu encerrar o processo judicial que havia iniciado em um tribunal britânico após concordar que Russells realizará uma “substancial doação” benéfica à ONG Soldiers” Charity, dedicada a atender soldados reformados ou feridos em combate e suas famílias.

O protagonista do romance policial “The Cuckoo”s calling” é um ex-combatente de guerra reconvertido em detetive particular, o que fez com que a escritora se aproximasse do mundo militar com fins de pesquisa, o que a impactou enormemente.

Os lucros globais obtidos pela venda do romance desde 14 de julho, quando foi revelada a autoria de Rowling, se destinarão à associação durante três anos, como explicou a própria autora em comunicado após o acordo judicial.

“Escrever sobre um herói que é veterano de guerra me permitiu apreciar e entender enormemente o muito que estas organizações beneficentes fazem pelos ex-combatentes e suas famílias, e quanto apoio é necessário para eles”, afirma a escritora na nota.