Região entre os dentes necessita de escova especial

Essa realidade, inclusive, também observo diariamente no meu consultório e nos casos apresentados na universidade na qual leciono

São Paulo – As cáries e as doenças gengivais atingem mais de 88% da população mundial, ou seja, mais de cinco bilhões de pessoas sofrem com estas doenças. Essa realidade, inclusive, também observo diariamente no meu consultório e nos casos apresentados na universidade na qual leciono. Mas, com os avanços tecnológicos das últimas décadas e o aparecimento de novos exames para diagnóstico, dentre eles a tomografia computadorizada, tornou-se mais fácil comprovar que a grande maioria das pessoas possui uma superfície côncava na região localizada entre os dentes, o que requer uma higienização mais específica, com um produto adequado.

Quando a região entre os dentes é côncava, a cavidade bucal fica mais vulnerável, o que explica o motivo pelo qual, em pleno século XXI, apesar de todos os esforços realizados para a prevenção, estas doenças continuam incidindo em praticamente todos os indivíduos. Na realidade, creio que a atual odontologia utiliza instrumentos inadequados para combater o inimigo, quer dizer, para a correta higienização da região entre os dentes, é necessária a utilização de uma escova especial denominada escova interdental Prime, com cerdas longas e ultramacias que são efetivas e atuam sem machucar as gengivas.

O fio ou fita dental, muito utilizados nessa tarefa, não conseguem atingir e limpar estas regiões proximais, pois apoiam nas extremidades dos dentes (vestibular e lingual) e não alcançam a área central côncava. O acúmulo da chamada placa bacteriana, placa dental ou biofilme oral provocam a cárie e as doenças gengivais. O mais grave é que estas doenças orais podem precipitar ou agravar uma série de doenças sistêmicas como, por exemplo, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, problemas respiratórios, diabetes, problemas gastrointestinais e até mesmo provocar parto prematuro.

Assim, é fundamental a prevenção destas doenças orais para a manutenção de uma vida saudável e livre de doenças mais graves.

Por isso, sempre oriento aos pacientes que a escova interdental deve ter um diâmetro adequado que permita o acesso aos espaços localizados entre os dentes sem machucar e provocar retração gengival.

As escovas interdentais não machucam, pois são feitas com filamentos ultramacios, flexíveis e com extremidades arredondadas que respeitam a papila gengival e alcançam todos os nichos de retenção do biofilme oral. As escovas interdentais são apropriadas tanto para pessoas jovens como idosas, e podem ser utilizadas em todas as especialidades da odontologia.

* Hugo Roberto Lewgoy é professor, mestre e doutor em Odontologia e Consultor Científico da Curaprox