Rachel Weisz: uma atriz capaz para qualquer desafio

A atriz é reconhecida por sua capacidade de interpretar personagens complexos

Madri – Rachel Weisz é uma atriz que todo diretor deseja ter em seu elenco. Com uma beleza singela, mas intensa, essa musa atemporal é a protagonista indiscutível de “The Deep Blue Sea”, um elegante melodrama em que ela revive os instintos de Madame Bovary, do romance de Gustave Flaubert, e que ainda não possui uma previsão de estreia no Brasil.

Alheia às excentricidades próprias de Hollywood, pouco se sabe da vida privada desta talentosa atriz inglesa. Casada desde 2011 com o último James Bond, Daniel Craig, a atriz também tem um filho de seis anos de sua antiga relação com o diretor Darren Aronofsky.

De presença imponente, a atriz é reconhecida por sua capacidade de interpretar personagens complexos. Não por acaso, Rachel conseguiu conquistar em 2006 o prêmio Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante pela que foi uma de suas mais belas interpretações: a de Tessa Quayle no filme “O Jardineiro Fiel (2005)”, de Fernando Meirelles.

Rachel também não tem medo na hora de fazer parte de grandes superproduções. Se o papel de protagonista na saga de “A Múmia” lhe trouxe fama e reconhecimento, em “O Legado Bourne”, que estreia dia 7 de setembro nos cinemas brasileiros, ela possui um quase seguro sucesso de bilheteria.

Sempre discreta, suas aparições nos tapetes vermelhos são sempre marcadas pela simplicidade de seus vestidos, quase sempre escuros ou em tons apagados, e pela falta de chamativos acessórios.

Rachel só foi mais ousada e adotou um estilo diferente na cerimônia de entrega dos prêmios Oscar em 2007, quando apareceu toda “femme fatale” com um vestido de Vera Wang prateado e com bordados de pedrarias.


Além desta estilista, a atriz inglesa habitual é vestida por Narciso Rodríguez, Dior, Valentino, Dolce e Gabanna, Prada e Alexander McQueen, grife que escolheu para usar na estreia de “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, protagonizado por seu marido.

Apaixonada por literatura, matéria em que se especializou na Universidade de Cambridge, Rachel se movimenta como peixe na água diante de personagens complexos, como a Hypatia do filme “Alexandria”, de Alejandro Amenábar, uma mulher madura e dividida entre a paixão de um amante alcoólatra e sua vida de esposa respeitável.

Uma Madame Bovary reinventada por Terence Davies que cai como uma luva para a atriz que, ciumenta de sua intimidade, se retirou durante um ano das telonas para interpretar Blanche Bubois, de “Um Bonde Chamado Desejo”, nos palcos britânicos.

Com este personagem, Weisz convenceu a crítica e o público de que, apesar de sua imagem cândida e sua profunda beleza, é uma atriz capaz para qualquer desafio.