Quatro dicas de cultura para o fim de semana

Exposições de arte e nova série na Netflix para aproveitar os momentos de folga

I-D

A mostra é a última do ciclo em comemoração aos 45 anos da galeria Luisa Strina. Reúne 32 obras que cobrem o período entre 1990 e os anos 2000. Foi um período marcado pela desconstrução e reconstrução dos conceitos de concreto e construtivismo. E uma época na qual Strina apostou em iniciantes que se consagrariam nas artes plásticas, a exemplo de Marepe, Alexandre da Cunha, Marcius Galan, Fernanda Gomes, Caetano de Almeida, Renata Lucas e Marina Saleme, com os quais a galerista continua trabalhando.

Além da geração 1990, a exposição inclui obras de nomes como Antonio Dias e Artur Barrio, que viraram sinônimo do espaço. E reúne peças de alguns artistas internacionais que se destacaram naquela década: Peter Halley, Roni Horn, Mike Kelley, Jenny Holzer e Wim Delvoye. Onde: Galeria Luisa Strina (anexo): Rua Padre João Manuel 974, Cerqueira César, São Paulo, (11) 3088–2471. Até 15 de fevereiro.

I-D: exposição na galeria Luisa Strina I-D: exposição na galeria Luisa Strina

I-D: exposição na galeria Luisa Strina (Nara Roesler/Divulgação)

Práticas de Arquivo Morto – Notas

Paraibana radicada em Brasília, a artista plástica Iris Helena recorre a materiais perecíveis do cotidiano – marcadores de página, lembretes autoadesivos, papel higiênico, recibos de cartão de crédito e débito – para criar suportes para impressões de fotografias, imagens de arquivo e também instalações nas quais a memória é um elemento central.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra traz um recorte de cerca de 20 trabalhos do tipo. Apreciados em conjunto, eles revelam o interesse da artista em colocar em pé de igualdade tanto a poética da paisagem urbana quanto as superfícies selecionadas. Onde: Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo. Até 19 de janeiro.

Práticas de Arquivo Morto - Notas Práticas de Arquivo Morto – Notas

Práticas de Arquivo Morto – Notas (Divulgação/Divulgação)

Murakami por Murakami

O artista japonês Takashi Murakami, de 57 anos, ganhou projeção para além das artes plásticas ao firmar parcerias com o rapper  Kanye West e a grife Louis Vuitton. O Instituto Tomie Ohtake exibe 35 trabalhos dele, incluindo pinturas de até 3 metros por 10. A curadoria é de Gunnar B. Kvaran, o mesmo que organizou a mostra de Yoko Ono exibida no mesmo espaço em 2017.

“As obras da exposição revelam o resultado de um prolongado processo de criação, do desenvolvimento conceitual até a pesquisa formal e implementação laboriosa de suas obras, com incontáveis camadas de tinta”, informa o texto de apresentação. “Em seu estúdio [ele] conta com a competência e capacidade de muitos outros artistas, onde trabalham cerca de 100 pessoas – um galpão nos arredores de Tóquio, endereço considerado pelo circuito um dos ateliês mais inovadores do mundo”. Onde: Instituto Tomie Ohtake, Rua Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo, (11) 2245-1900.

Murakami por Murakami Murakami por Murakami

Murakami por Murakami (Divulgação/Divulgação)

The Witcher

Para alguns, a nova série da Netflix foi criada com o intuito de seduzir os órfãos de “Game of Thrones”, da rival HBO. O papel principal coube a Henry Cavill, o Super-homem. Ele interpreta o mutante Geralt de Rivia, um caçador de monstros em luta para encontrar seu papel num mundo perverso. Para quem gosta de lutas intermináveis e criaturas mitológicas é um prato cheio. Com oito episódios na primeira temporada, a série é baseada nos livros de Andrzej Sapkowski. Onde assistir: Netflix, já em cartaz.

The Witcher The Witcher

The Witcher (Netflix/Divulgação)