Quatro dicas de arte e cultura para o fim de semana

Fotografias de Susan Meiselas, exposição de León Ferrari e outros: confira as dicas de EXAME VIP

Mediações, de Susan Meiselas

Na virada dos anos 70 para os 80, a fotógrafa americana Susan Meiselas se notabilizou pela cobertura que fez da revolução popular na Nicarágua, entre outros conflitos que colocaram a América Central em chamas.

Ligada à agência Magnum desde 1976, ela também mirou sua câmera, por exemplo, para as strippers da Nova Inglaterra e representantes da comunidade curda.

Exibida antes em Barcelona, em Paris e São Francisco, a mostra em homenagem à fotógrafa reúne 180 fotografias, videoinstalações, cartas e outros documentos.

Segundo a curadora Pia Viewing, “a maneira pela qual ela se envolve com as pessoas que retrata é essencial, pois ativa uma forma de intercâmbio com elas, e, assim, desenvolve relacionamentos duradouros com muitas pessoas que retrata”.

Onde: IMS Paulista, Avenida Paulista, 2424, Bela Vista, São Paulo. Até 1 de março.

Mediações, de Susan Meiselas Mediações, de Susan Meiselas

Mediações, de Susan Meiselas (Susan Meiselas/Divulgação)

My Name Is IVALD GRANATO Eu Sou

Passados três anos de sua morte, aos 66 anos, o artista plástico fluminense ganha uma retrospectiva no Sesc Belenzinho com cerca de 270 itens. A curadoria é de Daniel Rangel, que optou por destacar a expressão pessoal de Granato e como ela se reflete em suas telas, além de mostrar como o artista se relacionava com o mundo.

Além de pinturas, a exposição reúne objetos, desenhos, depoimentos, entrevistas em vídeo e cadernos do artista, que também se aventurou na performance. Concebido pelo artista multimídia Tadeu Jungle, um espaço digital permite que o público, com o auxílio de óculos de realidade virtual, contemple outras obras de Granato.

Onde: Sesc Belenzinho, Rua Padre Adelino, 1.000, Belenzinho, São Paulo, (11) 2076-9700. Até 26 de janeiro.

My Name Is IVALD GRANATO Eu Sou My Name Is IVALD GRANATO Eu Sou

My Name Is IVALD GRANATO Eu Sou (Divulgação/Divulgação)

Nós não sabíamos, de León Ferrari

A mostra reúne cinquenta obras de autoria do argentino, morto em 2013, que pertencem ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. O conjunto enfatiza o aspecto político que marcou a produção de Ferrari, crítico ferrenho das  instituições de arte, dos sistemas políticos e da moral que vigorou entre as décadas de 60 e 70.

Ferrari foi um dos artistas latino-americanos que mais teve prestígio no exterior – foi aclamado na Bienal de Veneza, em 2007, na qual recebeu o Leão de Ouro. Aventurou-se em linguagens diversas, como a escultura, o desenho, a caligrafia, a colagem, a instalação e o vídeo.

O golpe militar na Argentina o levou a deixar Buenos Aires com a família a radicar-se em São Paulo entre 1976 e 1990. Aqui, o artista integrou-se ao circuito brasileiro de experimentalismos, envolvendo-se com o processo de revitalização da linguagem através da produção de heliografias, fotocópias e arte postal.

Onde: Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz 2, São Paulo. Até 16 de fevereiro.

Nós não sabíamos, de León Ferrari Nós não sabíamos, de León Ferrari

Nós não sabíamos, de León Ferrari (León Ferrari/Divulgação)

Qual, de Laura Lima

Em sua terceira individual na galeria Luisa Strina, a artista mineira Laura Lima exibe nove obras inéditas que aguçam diversos sentidos dos visitantes. Todas elas estão suspensas, em razão da delicadeza e da transparência dos materiais utilizados – o tule e o gelo seco. De quebra, a opção favorece a observação por ângulos diversos.

Os trabalhos não têm título. Espelhando os tempos atuais, a artista optou por denominá-los todos como levianes, assim mesmo, sem gênero definido. Uns são “levianos”, outras, “levianas”. E há também os que não se enquadram nas duas opções, o que dá muito o que pensar. 

Onde: Galeria Luisa Strina, Rua Padre João Manuel, 755, Cerqueira César, São Paulo, (11) 3088–2471. Até 9 de novembro.

Qual, de Laura Lima Qual, de Laura Lima

Qual, de Laura Lima (Laura Lima/Divulgação)