Quatro dicas culturais para o fim de semana

Confira as dicas de EXAME de exposições e streaming para os momentos de folga

Better Call Saul, 5ª temporada

Todo mundo sabe que James Morgan “Jimmy” McGill vai se transformar no advogado de quinta categoria de “Breaking Bad”. Mas não são poucos os que se pegam torcendo para que ele tenha um fim mais digno em “Better Call Saul”, derivado do seriado regido por Walter White. No fim da última do temporada do spin-off, no entanto, fica claro que o personagem esplendorosamente interpretado por Bob Odenkirk está fadado a virar um escroque. E de nada adiantam alguns valores vez ou outra falarem mais alto ou a eterna esperança de Kim Wexler (Rhea Seehorn), a advogada certinha com quem ele mantém um desajeitado affair. Onde assistir: Netflix, estreia dia 24 de fevereiro.

Better Call Saul: quinta temporada na Netflix Better Call Saul: quinta temporada na Netflix

Better Call Saul: quinta temporada na Netflix (Netflix/Divulgação)

Lindo Sonho Delirante, de Dani Tranchesi

A mostra reúne cerca de 60 fotografias poéticas clicadas por Dani Tranchesi entre 2018 e 2019. Foram realizadas em São Paulo, Belém, na Ilha do Marajó, em Salvaterra, Joanes, Soure e na Cachoeira do Arari. A curadoria é do escritor Diógenes Moura, responsável pelo texto do livro que compila os retratos, que ganhou o mesmo nome da exposição. “Quem de nós recolherá os resquícios da cidade que grita e transborda? A fotografia já não basta. A imagem, sim”, escreveu ele. “A imagem é como um espelho partido: sangra e alivia ao mesmo tempo. Depende quem está diante dele, do espelho onde a imagem não mente”. Onde: Galeria Estação, Rua Ferreira de Araújo, 625, Pinheiros, São Paulo. Até 14 de março.

Lindo Sonho Delirante, de Dani Tranchesi Lindo Sonho Delirante, de Dani Tranchesi

Lindo Sonho Delirante, de Dani Tranchesi (Dani Tranchesi/Divulgação)

Obras recentes e pontuações histórica, de Abraham Palatnik

Aos 91 anos, Abraham Palatnik acumula sete décadas de produção e oito participações na Bienal de São Paulo, entre 1951 e 1969. Reconhecido por suas experimentações, ele fez uso da boa e velha tinta acrílica combinada com o esmalte dourado para criar as pinturas exibidas na galeria Nara Roesler. A mostra reúne também uma seleção de trabalhos históricos, a exemplo de uma paisagem elaborada no início de carreira de suas conhecidas abstrações. Onde: Galeria Nara Roesler, Avenida Europa, 655, Jardim Europa, São Paulo, tel. (11) 2039-5454. Até 14 de março

Obras recentes e pontuações histórica, de Abraham Palatnik Obras recentes e pontuações histórica, de Abraham Palatnik

Obras recentes e pontuações histórica, de Abraham Palatnik (Abraham Palatnik/Divulgação)

Gego: a linha emancipada

Nascida em Hamburgo, na Alemanha, Gertrud Goldschmidt, a Gego, migrou para a Venezuela em 1939 para fugir do antissemitismo. Sua carreira como artista começou nos anos 50, inicialmente com aquarelas, monotipias e xilogravuras até se aventurar com as estruturas metálicas tridimensionais. Ao lado de nomes como Carlos Cruz Diez, Alejandro Otero e Jesús Soto, ela virou defensora da abstração geométrica e da arte cinética. Sua obra está calcada em três pilares, as linhas paralelas, os nós lineares e o efeito de paralaxe, que faz com que a forma de um objeto estático mude em razão do ponto de observação do espectador. Onde: Masp, Avenida Paulista, 1.578, São Paulo, tel. (11) 3149-5959. Até 1 de março.

Gego: a linha emancipada Gego: a linha emancipada

Gego: a linha emancipada (Gego/Divulgação)