Por dentro do navio de cruzeiro mais luxuoso do mundo

Conheça o Seven Seas Explorer, cujas diárias chegam a 45 mil reais por dia

São Paulo – O que faz um navio de cruzeiro ser o mais luxuoso ?

Não, não são apenas os 4,6 mil metros quadrados de mármore, equivalente a um campo de futebol. Nem somente os 158 lustres de cristais pelos corredores, o maior deles pendente do teto do lobby e feito com 6 mil peças. Ou ainda as 2,5 mil obras de arte (dentre elas, Picassos) e 400 jogos de louça feitos pela Versace que adorna o seu principal restaurante. Mas, principalmente, o amplo espaço que oferece aos seus hóspedes, e o conforto de não ter que se preocupar com nada, principalmente dinheiro.

O Seven Seas Explorer, intitulado o mais luxuoso do mundo por publicações especializadas, como a Cruise Critic (Melhor Navio de Luxo Novo, 2016) e Porthole (Melhor navio de luxo escolhido por leitores, 2016), tem algumas das maiores suítes da indústria naval. O espaço dos seus 375 quartos parte de 28 metros quadrados e pode chegar a 360 metros quadrados. Além de espaçosas, todas têm varandas, o que adiciona ao menos 16 metros quadrados aos quartos. Elas custam de 12 mil reais a 150 mil reais, considerando um roteiro de sete noites.

A exceção é a maior suíte. Chamada de Regent, nome da marca da embarcação, tem dois quartos, vista de 270º sobre a proa em direção ao horizonte, sauna, bar e spa particular. Sua diária custa 45 mil reais por dia, por pessoa. Como os cruzeiros geralmente duram ao menos dez dias, quem quiser apreciar o conforto de um grande apartamento sobre o mar terá necessariamente de desembolsar, ao menos, meio milhão de reais. Quem costuma se acomodar nela? Membros da realeza e empresários do Oriente Médio.

Além das amplas suítes, os 11 andares do Explorer abrigam cinco restaurantes (um asiático, um italiano, um francês, um grill e outro de assinatura), deck com piscina, teatro com 694 lugares, lounges de observação da paisagem, biblioteca, cassino, piscina, salão de jogos e boutiques. Por conta da diversidade de espaços, mesmo que a embarcação esteja lotada, é difícil notar aglomerações.

Conheça abaixo os principais ambientes e detalhes da embarcação:

A embarcação também oferece o maior número de funcionários por hóspede da indústria: há um tripulante para cada 1,5 passageiro. O navio abriga 750 hóspedes. Ou seja, são 543 funcionários para atendê-los, pertencentes a 41 nacionalidades. Isso permite um serviço personalizado, especialmente nas suítes maiores, que têm mordomo e concierges dedicados.

Outro diferencial do navio é fazer com que os viajantes praticamente não tenham de colocar a mão no bolso durante toda a viagem. Isso porque quase tudo o que o Explorer oferece faz parte de um sistema all inclusive. As poucas exceções são os tratamentos oferecidos em seu spa, serviços do salão de beleza e drinks super premium vendidos no bar. Ainda assim, os hóspedes podem usar dependências do spa, como sauna, piscina de borda infinita e quarto de gelo. Até isotônicos e garrafas da academia são distribuídos à vontade. Gorjetas? São pré-pagas.

O pacote de experiências em terra do navio é extenso: cada passageiro tem direito a 55 passeios durante uma viagem de 28 dias. Em um tour pela Patagônia, um deles pode ser um passeio de barco para ver leões marinhos e pinguins ou um trekking em Tierra Mayor Valley. Em Punta del Leste, uma das opções oferecidas é uma degustação em uma churrascaria local e, depois, o chef de cozinha ensina a bordo as famosas técnicas das parrillas acompanhadas por degustação de vinhos. Em Lima, é oferecido um tour com uma família local e um almoço na casa de uma família peruana.

Na avaliação da Cruise Critic, a embarcação desbancou rivais, como Crystal Serenity, da Crystal Cruises; e Riviera, da Oceania Cruises, por conta de uma junção de serviço personalizado, suites espaçosas e ótimos espaços públicos. As maiores suítes de outro concorrente, o Queen Mary, da Cunard Line, são equivalentes às menores do Explorer.

Histórico

O Seven Seas Explorer é a mais nova embarcação da marca de luxo da holding Norwegian Cruise Line, a Regent. Foi inaugurado em julho de 2016 em Monte Carlo, Mônaco, com direito a show do tenor italiano Andrea Bocelli a bordo e arremesso de 27 litros de Veuve Cliquot contra o casco da embarcação. A madrinha do navio é a princesa Charlene.

Desde então, a embarcação de 242 metros de comprimento e 31 metros de largura realizou roteiros pelo Mediterrâneo, norte da Europa, África do Sul, Ásia e Canadá até que atracou pela primeira vez no Brasil no dia 20 de janeiro, quando iniciou no Rio de Janeiro um roteiro de 28 dias pela América Latina. Passou por Búzios, Paraty e, no dia 24, fez uma parada em São Paulo, no porto de Santos. No mesmo dia, seguiu viagem para o sul. Sua parada final no continente, no dia 17, será em Santiago, após ter contornado toda a Patagônia.

O roteiro completo, de 28 dias, custou a partir de 53.289 reais por pessoa, em suíte dupla. Parece salgado? Não falta procura: geralmente, as vagas no Explorer esgotam três meses antes do início das viagens.

No último cruzeiro feito pelo Explorer, haviam apenas seis brasileiros a bordo: a maioria, em geral, são americanos e britânicos.

O objetivo de navios como ele é disputar em pé de igualdade hóspedes de hotéis cinco estrelas, como os da rede Four Seasons. Com uma diferença importante: espírito aventureiro.