Os destaques de 2011: quem foi bem e quem foi mal neste ano

Confira os altos e baixos do ano entre as personalidades, mulheres, políticos, esporte e outras categorias

Personalidade

Emocionou: Steve Jobs

A morte do criador da Apple e do computador pessoal evidenciou a grande popularidade, e até idolatria, que conquistou no universo da internet e dos gadgets. Não só devido aos IPads e IPhones: Jobs, com suas ideias, propostas de vida e comportamento virou referência entre jovens, superando estrelas da música, do cinema e do esporte.

Envergonhou: Carlos Lupi

O ex-ministro do Trabalho deu um show de mídia, acumulando denúncias sobre sua conduta. Como o esquema de cobrança de propina de Ongs conveniadas com a pasta e cargos fantasmas acumulados na Câmara de Deputados. Também foi flagrado em mentira, quando negou ter pego uma carona no avião do empresário Adair Meira — o que foi confirmado pelo próprio Meira. Foi o sexto ministro de Dilma a cair, no começo de dezembro.

Mulher

Arrasou: Scarlett Johansson

Ela é ótima atriz, disputada por diretores do primeiro time do cinema. Mas nem precisava ser. Gatíssima de 27 anos, bonita e gostosa, Scarlett Johansson brindou nossos desejos mais íntimos com fotos generosas publicadas no site da Alfa, revelando todos os seus atributos femininos. Alguém duvida que ela mereça esse destaque?

Broxou: Ariadna

Homem de verdade não condena ou impõe restrições a mulher alguma. Por isso, o destaque negativo do ano fica por conta de uma falsa mulher. A cabeleireira Ariadna, transexual e estrela de um reality show da vida. Operada na Tailândia, Ariadna tornou pública sua condição, embora ninguém tenha perguntado.


TV

Superação: Silvio Santos

Ele perdeu o Banco Panamericano, o Bau da Felicidade e até o “la-la-la-la” — a música que eternizou em seu programa, reivindicada pelo compositor Archimedes Messina. Mas não foi derrotado. Aos 81 anos, Silvio Santos ainda é campeão de audiência dentro do SBT com o “Programa Silvio Santos” e não raro supera o Ibope das emissoras concorrentes. A TV brasileira não seria a mesma sem ele.

Constrangimento: Galvão Bueno

Quando todos esperavam por sua merecida aposentadoria, Galvâo Bueno ressurge na transmissão do UFC da Globo, na luta de Junior Cigano contra Cain Velázquez. Felizmente, para Galvão, a luta durou apenas um minuto: foi o tempo necessário para o narrador esgotar seus clichês e conhecimento técnico do esporte. A campanha “Cala a boca, Galvão” deve continuar.

Política

Caiu nas graças: Dilma Rousseff

A primeira mulher a comandar o país, Dilma superou as expectativas, principalmente daqueles que acreditavam que ela não passaria de uma réplica de Lula. Não foi. Teve personalidade e punho forte, apesar dos seis ministros mandados embora em menos de um ano. Mas, principalmente, é a presidenta com o maior índice de aceitação da história em seu primeiro ano de mandato, superando Lula e FHC.

Caiu no ridículo: Partido do Kassab

O prefeito de São Paulo achou mais importante criar um partido para abrigar sua cobiça política do que cuidar da cidade. Nasce, então, o Partido Social Democrático, um arremedo de partido, erguido, segundo denúncias, à custa de assinaturas falsificadas. Objetivo alcançado, Kassab está pronto para fazer umas alianças espertas por aí.


Esporte

Brilhou: Anderson Silva

O atual campeão dos médios está no UFC desde 2006, mas só agora apareceu na mídia como um verdadeiro ídolo brasileiro. Este ano, não faltou reconhecimento a Anderson da Silva que, prestes a completar 37 anos, é também o mais velho ídolo do esporte nacional, ocupando o espaço de outros, incluindo o futebol.

Apagou: Fórmula 1

As disputas acirradas, nas quais prevalecia a habilidade dos pilotos, deram lugar a fofoquinhas fora das pistas e muita monotonia dentro delas. A vitória antecipada de Vettel e a ausência de brasileiros competitivos produziram a pior média de audiência da Globo na temporada de 2011. Nem na Europa a Formula 1 mantem seu glamour dos velhos tempos.

Tecnologia

Mandou bem: Inclusão digital do Brasil

A tecnologia no Brasil chegou com tudo. Graças à estabilidade política e econômica, O mercado brasileiro virou gente grande e já tem até iPad fabricado por aqui, Além disso, as redes sociais LinkedIn e Facebook ampliaram seus escritórios no Brasil e a iTunes Store passou a ter uma versão para o público brasileiro.

Mandou mal: Compras coletivas

Quando surgiram no Brasil, em 2009, os sites de compra coletiva viraram uma febre instantânea. Pouco mais de 2 anos depois, mais de mil, dos 1600 sites abertos está inativo ou fora do ar, segundo levantamento feito em novembro pela consultoria e-bit. Aqueles que ficaram, nem sempre entregam o produto vendido.


Moda

Yes!: Xadrez

Sem dúvida o Xadrez está em alta. Seja pelo revival dos vinte anos da grife Nevermind ou pelos jovens adultos fãs do sertanejo universitário, a estampa está em todo lugar. Como as roupas de homem tendem a ser lisas, o que é um tanto monótono e repetitivo, o xadrez dá uma animada no look.

Blargh!: Xadrez

Estar em um lugar ou outro, legal. Ser onipresente, se tornar o novo preto e dominar o vestuário dos presentes em todos os tipos de evento [do Rock in Rio ao Occupy Wall Street], é a maior demonstração de falta de criatividade dos consumidores de moda, e, por que não?, das grifes que tornaram o xadrez figurinha carimbada nas vitrines.

Música

Tá com tudo: Criolo

O rapper já está na estrada faz tempo, mas só este ano, com seu segundo disco, “Nó na Orelha”, lançado gratuitamente na internet, é que chamou a atenção. Ganhou o aval de intocáveis como Chico Buarque e Caetano e admiração e respeito nos circuitos descolados do Rio e de São Paulo. Não que seja um arraso: tem lá sua pegada e gente que gosta. E, principalmente, uma boa empresária.

Tá com nada: Sertanejo universitário

Essa mistura pop de ritmos é a grande consagração do mau gosto popular que assola as baladas de bairro. As estrelas consagradas desse gênero, claro, se dão bem. Mas quem não gosta, torce para que o sertanejo universitário consiga se formar, finalmente, e fazer alguma pós-graduação bem extensa no exterior.


Luxo

Se destacou: Condo-hotel

Sucesso nos EUA desde meados da década passada, os condo-hotéis – unidade que alia a privacidade de uma casa com a mordomia e a infraestrutura de um resort – chegaram em grande estilo ao mercado brasileiro. Neste ano, a rede Fasano inaugurou um condo-hotel dentro de um centro equestre em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Esse novo conceito de segunda casa tira o mau humor da parte administrativa do proprietário.

Se popularizou: Grifes

A ascensão da classe C gerou interesse de marcas internacionais e o novo consumidor brasileiro não decepcionou. O mercado bombou com produtos sofisticados, que prometiam diferenciar seus usuários. Mas o consumo foi tão grande desses produtos que acabaram por não diferenciar coisa nenhuma. Ao contrário. Assim, se você tem orgulho em desfilar sua roupinha de grife por aí, crie vergonha na cara.