O charme de Cuba

Cuba inaugurou em maio seu primeiro hotel cinco estrelas, de olho nos turistas que não param de chegar. O número de visitantes atingiu 4 milhões em 2016, o que rendeu ao setor turístico cubano um faturamento de 3 milhões de dólares. O turismo em Cuba cresceu 160% desde 2010, e a expectativa é que o setor gere mais receita que as exportações num futuro próximo.

Um dos principais responsáveis pelo crescimento é a volta das relações diplomáticas da ilha com os Estados Unidos após um acordo feito em 2015 com o ex-presidente americano Barack Obama. Os americanos estavam proibidos de ir a Cuba desde 1963, logo após a Revolução Cubana de 1959 que levou Fidel Castro ao poder, mas hoje têm autorização para viajar em casos específicos, como trabalho, shows e projetos humanitários. Os americanos representam 6% dos turistas em Cuba – os canadenses lideram, com mais de um terço dos visitantes.

Por isso, um grupo de congressistas americanos apresentou na semana passada uma proposta para acabar completamente com as restrições. O projeto pode sofrer resistência do presidente americano, Donald Trump, que chegou a dizer no ano passado que iria voltar a proibir que americanos viajassem à ilha. A organização Engage Cuba, que faz lobby a favor das relações Cuba-EUA, calcula que uma eventual proibição de Trump renderia ao setor aéreo e às empresas de cruzeiros um prejuízo de 712 milhões de dólares.