Neymar de saída do PSG? O bilionário mundo paralelo do futebol

Enquanto as dúvidas sobre o crescimento da Europa e da economia global seguem firmes e fortes, os clubes de futebol do continente não param de gastar

A imprensa esportiva e as colunas sociais começam a segunda-feira com uma grande pauta em vista: o atacante brasileiro Neymar continuará no Paris-Saint Germain (PSG), ou buscará um novo clube? Uma nova transferência de Neymar, jogador mais caro da história do futebol, deve estimular ainda mais a onda de gastos bilionários no esporte mais popular do planeta. Enquanto as dúvidas sobre o crescimento da Europa e da economia global seguem firmes e fortes, os clubes de futebol do continente não param de gastar.

Neymar se reapresentou ao PSG nesta segunda-feira, uma semana depois do restante do elenco, e deve ter uma conversa sobre seu futuro com o diretor do clube francês, o ex-jogador brasileiro Leonardo. Segundo a imprensa esportiva espanhola, Neymar tenta forçar uma saída para seu ex-clube, o Barcelona, enquanto o PSG bate o pé pelo cumprimento do contrato assinado há dois anos e que inclui o uso da imagem do brasileiro como garoto propaganda da próxima Copa do Mundo, em 2022, no Catar — o governo do país é dono do PSG.

Neymar foi contratado pelo PSG em 2017 por 222 milhões de euros, na transação mais cara da história. Os valores de uma nova troca podem girar em torno de 600 milhões de euros pelos próximos cinco anos — os dois lados não confirmam os valores. Mesmo que a venda não seja confirmada, a atual janela de transferências europeias reforça a tendência de gastos estratosféricos.

Em 2018, o Barcelona pagou 145 milhões de euros por outro brasileiro, o meia Philippe Coutinho, e outros 125 milhões pelo atacante francês Dembélé. Também ano passado, o PSG pagou 135 milhões de euros pelo atacante francês Mbappé. Agora em julho, o Atlético de Madrid comprou o atacante português João Félix do Benfica por 126 milhões de euros, e recebeu outros 120 milhões de euros do Barcelona pelo meia francês Griezmann. A lista pode engordar com a possível ida de outro francês, o meia Pogbá, para o Real Madrid por 160 milhões de euros.

A euforia de gastos no futebol europeu tem relação com a chegada de um grupo de bilionários da Ásia, da Rússia, dos EUA e do Oriente Médio ao comando de times tradicionais, Chelsea, Milan, Manchester United, PSG. Para reforçar seus elencos, eles acabaram inflando o mercado. Os gastos têm objetivos esportivos, mas não só.

Desde que iniciou uma onda de investimentos, há cinco anos, o Manchester United não ganhou títulos relevantes, mas ainda assim subiu na lista de equipes esportivas mais valiosa do planeta, da revista Forbes. Está em segundo lugar, atrás apenas do Dallas Cowboys, time de futebol americano. Real Madrid e Barcelona vêm logo atrás, deixando para trás times de beisebol, basquete e futebol americano.

Neymar de saída do PSG? O bilionário mundo paralelo do futebol

Enquanto as dúvidas sobre o crescimento da Europa e da economia global seguem firmes e fortes, os clubes de futebol do continente não param de gastar

A imprensa esportiva e as colunas sociais começam a segunda-feira com uma grande pauta em vista: o atacante brasileiro Neymar continuará no Paris-Saint Germain (PSG), ou buscará um novo clube? Uma nova transferência de Neymar, jogador mais caro da história do futebol, deve estimular ainda mais a onda de gastos bilionários no esporte mais popular do planeta. Enquanto as dúvidas sobre o crescimento da Europa e da economia global seguem firmes e fortes, os clubes de futebol do continente não param de gastar.

Neymar se reapresentou ao PSG nesta segunda-feira, uma semana depois do restante do elenco, e deve ter uma conversa sobre seu futuro com o diretor do clube francês, o ex-jogador brasileiro Leonardo. Segundo a imprensa esportiva espanhola, Neymar tenta forçar uma saída para seu ex-clube, o Barcelona, enquanto o PSG bate o pé pelo cumprimento do contrato assinado há dois anos e que inclui o uso da imagem do brasileiro como garoto propaganda da próxima Copa do Mundo, em 2022, no Catar — o governo do país é dono do PSG.

Neymar foi contratado pelo PSG em 2017 por 222 milhões de euros, na transação mais cara da história. Os valores de uma nova troca podem girar em torno de 600 milhões de euros pelos próximos cinco anos — os dois lados não confirmam os valores. Mesmo que a venda não seja confirmada, a atual janela de transferências europeias reforça a tendência de gastos estratosféricos.

Em 2018, o Barcelona pagou 145 milhões de euros por outro brasileiro, o meia Philippe Coutinho, e outros 125 milhões pelo atacante francês Dembélé. Também ano passado, o PSG pagou 135 milhões de euros pelo atacante francês Mbappé. Agora em julho, o Atlético de Madrid comprou o atacante português João Félix do Benfica por 126 milhões de euros, e recebeu outros 120 milhões de euros do Barcelona pelo meia francês Griezmann. A lista pode engordar com a possível ida de outro francês, o meia Pogbá, para o Real Madrid por 160 milhões de euros.

A euforia de gastos no futebol europeu tem relação com a chegada de um grupo de bilionários da Ásia, da Rússia, dos EUA e do Oriente Médio ao comando de times tradicionais, Chelsea, Milan, Manchester United, PSG. Para reforçar seus elencos, eles acabaram inflando o mercado. Os gastos têm objetivos esportivos, mas não só.

Desde que iniciou uma onda de investimentos, há cinco anos, o Manchester United não ganhou títulos relevantes, mas ainda assim subiu na lista de equipes esportivas mais valiosa do planeta, da revista Forbes. Está em segundo lugar, atrás apenas do Dallas Cowboys, time de futebol americano. Real Madrid e Barcelona vêm logo atrás, deixando para trás times de beisebol, basquete e futebol americano.