Nelsinho Piquet: “Tenho uma carreira boa, mas não como na F1”

Campeão na F-E e com experiência em diversas categorias, este ano competirá também pela Stock Car. Seu salário anual? Cerca de 1 milhão de dólares

Nelsinho Piquet

 (Jaguar/Divulgação)

Aos 32 anos, Nelsinho Piquet figura na lista dos esportistas mais bem pagos do país fora do futebol.

Competindo pela Jaguar na Fórmula E, a categoria de carros elétricos apontada como o futuro do automobilismo, e participando pela primeira vez de uma temporada inteira da Stock Car, principal evento brasileiro, seu salário anual é estimado em mais de 1 milhão de dólares.

Sua motivação, no entanto, está longe de ser financeira. “Sou viciado em correr e não suporto perder”, disse à VIP, às vésperas do GP de Santiago da F-E, em fevereiro.

Quem vê seu currículo não duvida da resposta.

Dono de diversos títulos no kart, campeão da F3 sul-americana e inglesa, vice-campeão da GP2 (após rivalizar com Nico Rosberg em uma temporada e com Lewis Hamilton na seguinte), primeiro brasileiro a vencer corrida em duas das três divisões nacionais da Nascar (a bilionária Stock Car americana) e primeiro campeão mundial da Fórmula E, em 2014,

Nelsinho não cansa de se reinventar.

Depois do que parecia uma arriscada empreitada com os elétricos, ele correu de rali, as 24 Horas de Le Mans, o Mundial de Endurance e até de kart.

Muitos esperavam que ele repetisse o sucesso do pai, Nelson Piquet, na F1 – até o “Cingapuragate”, quando bateu de propósito seguindo ordens da equipe para beneficiar Fernando Alonso.

Embora não fale sobre o tema, que já definiu como “um grande erro”, Nelsinho soube transformar-se e voltar a voar nas pistas.

Em 25 de março de 2018, quando começa a temporada da F1 na Austrália, será a primeira vez em 48 anos em que não há um brasileiro, desde o campeonato de Emerson Fittipaldi em 1970.

Nelsinho seria o piloto brasileiro nesse grid. Apesar disso, está no auge — e superou o trauma para se firmar como um dos pilotos mais versáteis do mundo.

Você enfrentou muitas comparações com seu pai, Nelson Piquet, tricampeão da F1?

Nunca senti pressão por ser filho dele nem tive problema com comparações. Sei do talento que tenho.

Sempre fui apaixonado por corrida e por pilotar, com a preocupação de querer ganhar e estar na frente. Um dos meus problemas é ficar frustrado e puto quando as coisas não estão indo bem.

Os dois últimos anos da Fórmula E foram mentalmente desgastantes demais.

Não suporto perder: tenho que achar uma solução para andar na frente e é o que está acontecendo agora na Jaguar. Virei o mundo lá para conseguir esse contrato e trazer as pessoas que eu queria.

Essa vontade toda de ganhar não é só para representar o Brasil, meu nome, é porque eu sou competitivo. Para mim, o que dói é não ganhar corrida.

Você acredita que a maioria do grid da F-E poderia estar na F1?

Com certeza. Vários pilotos bons passaram pela F1 e não tiveram muitas oportunidades. Não posso reclamar, afinal fui o primeiro campeão da Fórmula E.

Tenho uma carreira boa, mas não dá para comparar com a carreira de F1.

Hoje, o automobilismo não está como dez ou 20 anos atrás, com o dinheiro que todos tinham.

Quando tem um piloto podendo correr em duas categorias recebendo um dinheiro, isso é muito bom e não é fácil.

Infelizmente, hoje tem piloto com muito dinheiro e até com algum talento, mas isso tira vaga de pilotos mais talentosos.

E o que Nelsão acha hoje da Fórmula E?

Meu pai gosta. Ele nunca foi a uma corrida, mas vê que é uma categoria competitiva, com grandes pilotos, em que há bastante dinheiro e que sempre vem crescendo.

Ele certamente fica feliz por eu estar sendo competitivo.

Você considera o título da F-E a sua maior conquista da carreira?

Acho que sim. Não pelo fato de ser o primeiro campeonato, o primeiro de um carro elétrico, mas por tudo que passei naquele ano.

Era a menor equipe do grid, eu não andava de monoposto há anos, estava nos EUA andando de Nascar, rali.

Chegar contra pilotos da F1, GP2 e outras equipes de ponta e vencer não foi fácil.

Hamilton e Rosberg foram seus rivais na GP2 e você andou de igual para igual com eles. Ambos foram campeões da F1. Sente que você também poderia ter sido?

É o que eu costumo falar sobre estar no lugar certo na hora certa. Não foi só comigo, acontece para todos.

Outro exemplo é o Alonso, que é um grande piloto e “só” é bicampeão do mundo.

Ele poderia ter ganhado muito mais, mas tomou as decisões erradas ou deu azar. É difícil comparar, mas o Hamilton é realmente muito bom.

Acontece também de as coisas darem certo sempre, você vai subindo e ganhando confiança.

Nelsinho Piquet

 (Jaguar/Divulgação)

Em termos de velocidade, como se compara a eles?

É bem provável que, se eu me sentar hoje em um carro de rali, Nascar ou F-E, eu ande mais rápido que o Hamilton.

Se eu andar no mesmo F1 que ele, aí não, né? O cara anda lá há mais de dez anos.

Se eu tivesse ficado na F1 durante mais tempo, teria adquirido mais confiança.

Nunca vai dar para saber o piloto que eu poderia ser.

Na F-E, sentei no carro de uma das piores equipes, tinha pouca experiência com ele e ganhei o campeonato.

Ainda vale aquela máxima de que no automobilismo não existe amigos?

Eu tenho alguns amigos no automobilismo, sim, e a gente costuma se ajudar, como a turma do António Félix da Costa, do Felix Rosenqvist, na Stock Car.

Eu liguei para o Da Costa e pedi a opinião dele sobre a equipe [o português competiu pelo time que Piquet pilotará em 2018].

É claro que na pista é outra história. Não importa se é irmão ou é amigo. O mundo dá voltas e a vida é assim, um dia você ajuda e depois você é ajudado.

Sempre somos honestos uns com os outros, conversamos sobre orçamento, equipes e tentamos nos ajudar.

Isso acontece também porque se ganha menos dinheiro do que antigamente.

Dizem que na época do seu pai e de Ayrton Senna, o piloto fazia mais diferença do que hoje. Concorda?

Acho que fazia bastante diferença, sim, só que de outras formas. Os pilotos hoje na F1 são mais técnicos e perfeccionistas na pilotagem.

Mas também ela é de certa forma mais fácil. Por mais que os carros sejam super-rápidos hoje, o piloto não precisa mais usar o câmbio na mão, passar a embreagem.

Eles tinham que ser experts em fazer esse trabalho, além de precisar sentir as vibrações do carro e avaliar se a embreagem estava quebrando, como estava o câmbio, motor e outros desgastes em geral.

O piloto precisava ter uma visão mais ampla. Hoje, ele pensa no décimo de segundo que pode ganhar na freada, na aceleração etc.

É um outro jeito de pensar, o automobilismo mudou.

E na F-E, o trabalho do piloto é mais importante em relação à F1?

Na F-E tem bem mais coisas acontecendo manualmente.

Alguns engenheiros da nossa Jaguar, que fazem parte da F1 e trabalharam diretamente com o Felipe Massa e o Lance Stroll na Williams, falaram que lá é tudo automático com uma mudança de clique.

Eles têm telemetria ao vivo, algo que nós não temos, por isso estamos falando com a equipe o tempo inteiro dentro do carro, sobre energia, os gastos de bateria.

A F-E seria um meio-termo [entre a F1 atual e a antiga]. Se você cometer algum errinho, você está no muro, até porque todas as corridas são em circuito de rua.

Você se considera o melhor piloto brasileiro da atualidade?

É muito difícil fazer esse tipo de comparação. Eu fui construindo minha carreira conforme o vento foi me levando.

Não segui uma linha fixa nem tive uma montadora ou uma empresa que fosse me ajudando durante dez ou 15 anos.

Fui explorando coisas diferentes, tendo oportunidades. Fui o primeiro brasileiro a ganhar corridas em três divisões diferentes da Nascar.

Isso é melhor ou pior do que o João Paulo [de Oliveira], que ganhou diversas corridas de Super Fórmula [espécie de F2] lá no Japão? Depende.

Acho que tem vários brasileiros andando bem. O automobilismo está muito competitivo, porque os salários estão cada vez mais baixos com a saída de empresas de álcool e de tabaco, e ao mesmo tempo o nosso esporte vai ficando mais cada vez mais caro e tendo a concorrência da chegada de mais pilotos pagantes [que, em vez de receber salário, pagam milhões por uma vaga nas categorias de elite].

O Brasil não terá pilotos na F1 em 2018 pela primeira vez em 48 anos. Esse hiato também não está relacionado ao fato de que era para você hoje estar ocupando esse lugar?

Acho que não. Se as coisas tivessem dado certo para mim, se eu estivesse no lugar certo e na hora certa, e ainda estivesse na F1, não é por isso que haveriam outros.

Eu não ia mudar ou influenciar a carreira alheia.

Nelsinho Piquet

 (Jaguar/Divulgação)

Quanto é ruim para o Brasil não ter um piloto na F1?

É lógico que a gente queria brasileiros na F1, porque foi assim durante décadas, mas há países que têm montadoras, que estão no centro do automobilismo, como Itália e França, e durante anos também não contaram com pilotos.

Para falar a verdade, ser a primeira vez em décadas que um país como o Brasil, com a economia tão complicada do jeito que está, não tem piloto na F1, é até impressionante.

Outro impacto negativo no Brasil neste ano foi o cancelamento da etapa da Fórmula E em São Paulo, após divergências com a privatização no Anhembi. Você ficou decepcionado?

Claro. Fiquei desapontado porque as pessoas da fábrica da Jaguar veriam de perto a corrida, o esporte com o qual se envolvem tanto.

Mas sendo honesto: você acha que o Brasil está pronto para ter um mercado de carros elétricos? Vamos comparar com o Chile: por algum motivo, seja político, econômico, o país está à nossa frente, com economia mais estável.

Óbvio que o Brasil tem dois campeões da categoria, tradição, mas há mercados mais relevantes para a Fórmula E. Não estou dizendo que não quero correr no Brasil, mas o mercado de carros elétricos ainda é pequeno.

Sobre a vida de piloto: você já disse que vive praticamente no circuito aeroporto-hotel-aeroporto. Mas… [interrompe]

Tem bastante balada também [risos].

Exatamente o que iria perguntar: existe glamour?

Lógico. Não vou mentir [risos]. Todo sábado à noite, depois da corrida de Fórmula E, o Alejandro [Agag, CEO da categoria] adora juntar os pilotos e fazer a after party.

Na F1, isso também existe, mas na F-E o entretenimento com patrocinadores, celebridades, políticos… é bastante bem-feito.

Ele sabe dar jantares muito legais, tem um monte de menina que o acompanha, que sabe lidar com os convidados. As pessoas gostam de se divertir com ele.

Tem alguma boa história de noitada?

Lembro de algumas. Vou contar uma menos crítica para não assustar ninguém [risos].

No primeiro ano em Punta del Este, teve a corrida da F-E no sábado, mas não sei por que inventaram de fazer um treino no domingo cedo — e, detalhe, com a mesma programação da famosa festa de sábado à noite.

Na corrida, conquistei meu primeiro pódio na F-E, foi muito importante. Fiquei bem contente e aí fui comemorar na after party, mas pensando em ficar bem pouco, pois tinha treino na manhã seguinte.

Alugaram uma casa incrível, na beira d’água, uma festa maravilhosa, ia tocar um DJ famoso. E aí não sei de onde começou a aparecer tanta mulher que acabei ficando bem mais do que eu imaginava.

Não fui o último a ir embora, mas saí umas 3h30 da manhã. No outro dia, os dois carros que testei foram para o muro [risos].

Então ficou a lição: na véspera de treino ou corrida, melhor dormir mais cedo. Foi impressionante.

Hoje eu e outros pilotos lembramos dessa festa, que ficou conhecida na F-E como a melhor de todos os tempos. E olha que a gente nem pôde aproveitar tanto — normalmente, a gente fica até as 7, 8 horas da manhã curtindo…

O engraçado é que falam que eu estava com aquela cara horrível, de quem não dormiu nada, e no final da sessão de treino na manhã seguinte os tempos mostravam que eu vinha com a melhor parcial no primeiro trecho, melhor no segundo e de repente… sumi.

Acabei destruindo os dois carros do teste [risos]!

Você se considera mais namorador ou prefere a vida de solteiro?

Já estou ficando velho. A maior parte da minha vida eu namorei, digamos 80%, mas, quando fiquei solteiro, diria que aproveitei bastante.

Falando em mundo fashion, qual foi sua maior extravagância?

Eu gasto dinheiro com roupa, mas também ganho. Hoje, tenho uma associação com Tommy Hilfiger, em que recebo [peças] umas quatro vezes por ano, no Brasil, Miami…

Meus maiores gastos foram com relógio, que é algo mais caro — e já me arrependi algumas vezes, não valeu a pena.

Nelsinho Piquet

 (Jaguar/Divulgação)

E em relação a carros?

Comprei poucos carros. Na Inglaterra, eu ganhava carro da BMW quando estava na F3 e na GP2.

Em Mônaco, comprei uma Mercedes CMA3.

Quando fui para os EUA, aí, sim, eu comprei. Lá é fácil e barato. Tive BMW X6M, Mercedes G63, Aston Martin.

Na Nascar me deram uma Chevrolet Suburban. Agora na Jaguar também ganhei.

E comprei uma Ferrari Scuderia 430, mas por investimento, não costumo andar com ela.

Sobre as histórias de seu pai na F1, ele aprontou algumas com o Nigel Mansell quando dividiram a Williams, em 1986 e 1987. Qual das histórias dele você mais gosta?

Ah, tem muitas, né? Ele é um cara que sacaneia os outros.

Ele teve que sair do caminho dele para tentar entrar na cabeça do Mansell. Meu pai foi muito esperto.

Acabou ganhando um campeonato mundial de F1 em uma equipe inglesa contra um piloto inglês sendo seu companheiro.

Mas das histórias do meu pai, uma das que mais gosto é da época da Super Vee [antes de chegar à F1].

Ele tinha uma Kombi, em que puxava o carro de corrida com uma carretinha — e o motor da Kombi fundiu no meio da estrada.

Isso vindo de Porto Alegre para Brasília, sei lá quantos mil quilômetros de distância. Ele tirou o motor do Super Vee, colocou na Kombi e assim continuou a viagem. Ele sozinho!

Também é muito famosa a rivalidade do seu pai com Ayrton Senna.

A rivalidade é deles, não minha, né? O Senna era muito mais próximo dos pilotos de hoje em dia do que o meu pai, que era da época mais mecânica.

O Senna pegou uma época mais automática, não tinha muito o negócio de poupar equipamento. Ou melhor, mais no começo ele pegou isso.

Foi acabando rápido e na era dele valia mais acelerar o máximo.

Foi o fim da era do meu pai e o início da dele. Então essa transição de três, quatro anos mostrou como o estilo deles era diferente.

Acho que se o Senna tivesse entrado na F1 dez anos antes, ou meu pai dez anos depois, eles não teriam o sucesso que tiveram.

E vocês falam dessa rivalidade?

Não muito. Meu pai tem as brincadeiras que ele faz, as coisas que pensa e eu respeito. Eu acho que ele deve falar mesmo.

A rivalidade que eu tenho com o Lucas [Di Grassi], por exemplo, não tem nada a ver com as que meu pai tinha.

Então, meu pai não vai chegar na imprensa e falar mal do Lucas, assim como eu não vou falar mal do Ayrton, até porque eu mal conheci o cara.

Diferentemente do Bruno [Senna, sobrinho do tricampeão, rival de Nelsinho em categorias como F1, F-E e WEC], por exemplo, em que até poderia existir alguma coisa, mas nós nos damos superbem.

Os pilotos sempre dizem que não sentem medo. Você não tem frio na barriga?

Frio na barriga sempre vai ter. Acredito que o momento em que eu mais costumo ficar nervoso em fim de semana de corrida é na hora da classificação.

É um dos momentos mais importantes das etapas, em que se você largar na frente faz uma diferença muito grande no resultado da corrida, como na F-E.

Depende muito da categoria: na F-E, a importância é de 70% na classificação e 30% na corrida.

A prova já é diferente, você já não vai naquele ritmo de faca nos dentes, até porque se você trava uma roda em uma das curvas não muda muita coisa.

Na classificação, se isso acontece ou se você passa reto em alguma curva, você vai largar lá atrás.

Você inicia agora em março uma nova fase da carreira na Stock, uma categoria que costumava ser o passo final de pilotos pós-carreira internacional. Mas você segue no auge na Fórmula E.

É a oportunidade certa e na hora certa para mim, pois as datas não batem com as da F-E, que é minha prioridade.

É uma chance de vir mais para o Brasil, ficar com a minha família, amigos, fazer com que as pessoas me conheçam melhor.

E a categoria cresceu muito. Comercialmente ela é muito boa, quase igual à F-E.

Estão pagando muito bem e isso até me impressionou. Gosto bastante de desafios, foi assim na Nascar, no RallyCross, na F-E, quando você tem uma condição de lutar para vencer.

A equipe Full Time, do Maurício Ferreira [mesmo time de Rubens Barrichello], é muito boa. É uma categoria que está crescendo, tem ainda a melhorar e temos a chance de fazê-la crescer ainda mais.

Ainda é preciso evitar alguns gastos que a encarecem, nos jogos de pneus, motor, e gastar com outras coisas, como televisão ou fazer uma corrida de rua para as pessoas se aproximarem da categoria.

A F-E tem mostrado isso em Punta del Este e em Buenos Aires, onde os circuitos de rua têm grades de proteção que poderiam ser usadas pela Stock Car.

E qual seu próximo objetivo?

Ainda tenho o sonho de ser campeão da Nascar, seja na Truck, Infinity etc. Não sei se um dia vai aparecer um patrocinador louco para isso, mas eu faria na hora.

Vou indo aonde a onda me levar.

Nelsinho Piquet

 (Todd Warshaw/Getty Images)

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“É bem provável que, se eu me sentar hoje em um carro de rali, Nascar ou F-E, eu ande mais rápido que o Hamilton. Se eu andar no mesmo F1 que ele, aí não, né?”

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“O Senna não poupava motor, meu pai era de uma época mais mecânica. Essa transição mostrou como o estilo deles era diferente”