Morre aos 58 anos fotógrafo grego Yannis Behrakis, ganhador do Pulitzer

Seu trabalho retratava cenários de conflito, como Afeganistão e Serra Leoa, além de cobrir a crise dos refugiados e a Primavera Árabe

Atenas – O premiado fotógrafo grego Yannis Behrakis, ganhador do Pulitzer em 2016 por sua forma de retratar a crise dos refugiados, morreu de câncer aos 58 anos de idade, informou neste domingo a sua família.

Behrakis era repórter-chefe da agência “Reuters” na Grécia, onde começou a trabalhar em 1988.

Durante três décadas, o fotógrafo visitou muitos cenários de conflito, como Afeganistão e Serra Leoa, além de cobrir a crise dos refugiados e a Primavera Árabe.

Sua morte prematura causou consternação na Grécia, onde tanto políticos como colegas de profissão expressaram suas condolências.

“A perda para o mundo da informação é enorme. São poucos os que o deixam tudo para captar a verdade, menos ainda nos tempos atuais das notícias rápidas e mastigadas e das manchetes sangrentas. Yannis Behrakis defendeu a verdade nos quatro cantos do mundo”, afirmou Lefteris Kretsos, vice-ministro de Informação e Política Digital da Grécia.

Além do Pulitzer, Behrakis recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira, entre eles o World Press Photo em 2000 e o Bayeux-Calvados em 2002. Em 2015, o jornal britânico “The Guardian” o nomeou Fotógrafo do Ano.

“Estou aqui para mostrar o melhor e o pior da condição humana”, disse uma vez Behrakis, que nasceu em Atenas em 1960 e estudou fotografia na Escola de Artes e Tecnologia de Atenas e na Universidade de Middlesex em Londres.

Behrakis trabalhou como fotógrafo em Atenas em 1985 e 1986. Em 1988, começou a trabalhar para Reuters. Seu primeiro trabalho no exterior foi a crise na Líbia em janeiro de 1989.