Marrocos ou América do Norte: quem leva a Copa de 2026?

Falta menos de 24h para os representantes de 207 associações nacionais de futebol que integram a Fifa decidirem quem vai sediar a Copa de 2026

Enquanto a seleção brasileira realiza seu primeiro treino aberto na cidade de Sochi, nesta terça-feira, o mundo dos cartolas ferve em negociações na Rússia. Falta menos de 24h para os representantes de 207 associações nacionais de futebol que integram a Fifa se reunirem para decidir quem vai sediar a Copa de 2026. Os candidatos são o Marrocos, de um lado, e a América do Norte, de outro, com um projeto liderado pelos Estados Unidos, mas que também prevê jogos no México e no Canadá.

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Segundo analistas, a candidatura americana é favorita, mas o resultado é incerto. A votação é carregada de simbolismos. Uma vitória americana poderia dar novo impulso para os três países renegociarem em novos termos uma continuidade do Nafta, o acordo de livre comércio da América do Norte, que pode ser enterrado pelo presidente americano, Donald Trump.

É também a primeira vez que os presidentes de federações voltam a discutir uma escolha de sede depois de as polêmicas votações que deram vitórias à Rússia, em 2018, e ao Catar em 2022, em vitórias repletas de denúncias de corrupção e de compra de votos. Para dar mais transparência ao processo, a Fifa permitirá que todas as federações votem, e não apenas um grupo seleto de seu Comitê Executivo, e divulgará os votos de cada país. Até 2010, quando houve a última eleição, a votação era secreta.

É, sob vários aspectos, uma disputa entre diferentes. A América do Norte prevê uma Copa com faturamento recorde de 14 bilhões de dólares, enquanto os marroquinos projetam faturar 5 bilhões de dólares. Os americanos afirmam que construiriam apenas seis dos 16 estádios previstos para o mundial, enquanto os africanos teriam que construir todas as 14 arenas, o que custaria 16 bilhões de dólares. Um relatório da própria Fifa chamou a candidatura marroquina como “de alto risco”.

A copa de 2026, pelo planejamento da Fifa, terá 48 seleções, em vez das atuais 32, o que demandaria ainda mais investimento dos anfitriões. É uma estratégia que parece ir na contra-mão do que cobram analistas: eventos menores e mais baratos. Mas a Fifa nunca deu muita bola ao bom-mocismo. É justamente essa faceta que traz um grau de incerteza à votação. Os africanos apelam para os votos do continente, o que já lhes daria, de largada, um quarto do total dos votos em disputa. Os sul-americanos apoiam a candidatura de EUA, México e Canadá.

O resultado será divulgado na manhã desta quarta-feira, horário da Rússia.